O segundo domingo de agosto é reservado ao Dia dos Pais. A data, que foi criada por comerciantes norte-americanos para aquecer as vendas de meio de ano, é celebrada principalmente na Alemanha e Estados Unidos. A comemoração foi trazida ao nosso país inicialmente por comunidades evangélicas metodistas, firmando-se com a iniciativa de publicitários e associações de lojistas, tendo sido comemorada pela primeira vez no Brasil em 1953.
Apesar de sua forte conotação comercial, o Dia dos Pais deve ser, acima de tudo, um tempo de reflexão – para os filhos, sobre o privilégio de ter um pai, e para os pais, sobre a responsabilidade de ser pai.
Sobre pais muito já foi dito, escrito e até retratado em novelas, séries e filmes. Como exemplo cito o seriado “Papai sabe tudo” que foi transmitido nas décadas de 1960, pela TV Tupi; 1970, pela Rede Globo; 1980, pela TV Cultura e 2010, pela Rede Brasil de Televisão. Também lembro dos filmes: Uma babá quase perfeita; Uma lição de amor; A vida é bela; À procura da felicidade e Um Homem de Família.
Ao comentar sobre pai não quero “chover no molhado”, mas num tempo em que muitos homens se limitam a ser apenas “geradores biológicos”, precisamos urgentemente resgatar o verdadeiro significado de ser pai. E, para isso, convido você a olhar para a Palavra de Deus.
Segundo a Bíblia, cabe ao homem a liderança do lar, como marido e como pai. É ele quem deve estabelecer limites e princípios, inclusive espirituais, que irão nortear a vida familiar. A paternidade não se resume ao sustento material, mas envolve a formação emocional, moral e espiritual dos filhos.
Quem não se lembra do antigo bordão publicitário: “Não basta ser pai, tem que participar”? Esta verdade continua atual, embora muitas vezes negligenciada. Muitos pais tem se mostrado mais preocupados com suas carreiras e em adquirir coisas, do que com os membros da família, em especial os filhos. Trazem o brinquedo de presente, mas não arranjam tempo para brincar com os filhos. Incentivam, e até forçam, os filhos a estudarem, mas não os ajudam em suas dificuldades escolares. Querem respeito, mas perdem a autoridade moral quando se contradizem em atitudes. Se embriagam, se drogam e se expõem ao ridículo. Dizem que é errado mentir, mas mandam dizer que não estão, quando não querem atender alguém. Esperam obediência e integridade dos filhos sem darem o exemplo.
O exemplo fala mais alto. Há pais que fumam, bebem, dizem palavrão, param o carro em fila dupla ou em local proibido (até mesmo em vaga de cadeirante), ultrapassam o sinal vermelho e o limite de velocidade, entram na contramão, e além disso, desrespeitam regras básicas de convivência social e depois se espantam com a rebeldia e a insubordinação dos próprios filhos.
Pai!… Pense no tipo de pai que você tem sido. Seu (sua) filho/a deseja um pai amigo e companheiro, aquele que o/a carrega nos braços ou nos ombros, ajuda nas lições de escola, brinca, ri, acaricia, senta-se no chão, joga bola, ouve, conversa, curte estar junto. Seu (sua) filho/a deseja um pai sábio, que pensa antes de falar e só fala a verdade e cumpre suas promessas. Seu (sua) filho/a deseja sua presença trazendo segurança e otimismo.
Pesquisas informam que desde as primeiras horas de vida, a criança começa a adquirir hábitos e costumes que afetam toda a sua vida, negativa ou positivamente, por isso, você que é pai deve lembrar-se que “os filhos são herança do Senhor” – Salmos 127:3. Sendo assim, a responsabilidade de educar seus filhos é sua. Ore por seu (sua) filho/a e ore com ele/a e ensine a amar a Deus e a Sua palavra.
Por fim, pai (marido) invista em seu casamento. Um casal que vive bem e solidamente diante de Deus transmite aos filhos segurança, confiança, amor e muito mais. O comprometimento dos pais consigo mesmo, com Deus, Sua Palavra e com a Igreja é a base sólida na educação de filhos.
Rogério Machado é jornalista e pastor da Igreja Batista Boas Novas – Cd. Planejada II. prrogeriomachado@yahoo.com.br