FRASE: “Vivam os meus inimigos! Eles, ao menos, não me podem trair.” (Henry de Montherlant)
MUDANÇAS
O prefeito Edmir Chedid tem demonstrado estar mais comedido em suas manifestações, com relação ao ano passado. Comedido no sentido de moderação na abordagem dos assuntos que envolvem a administração municipal. Caminhando para um ano e meio de mandato, o choque administrativo que se pretendeu dar no início da gestão funcionou, no meu entendimento.
O funcionalismo municipal, acostumado a décadas com um estilo mais clássico de governança, como eram as velhas administrações, sentiu o choque de gestão, imposto pelo prefeito no início da administração e vai, devagar, se adaptando ao modo progressista, da modernidade contemporânea, da era digital e da Inteligência artificial.
O povo também sentiu, pois o prefeito demonstrou várias vezes quando foi desrespeitado, que a recíproca é verdadeira em diálogo educado, mas é verdadeira também quando recebe abordagem mal-educada.
O funcionalismo municipal é o centro nervoso da política. Agrega direta e indiretamente mais de 15 mil seguidores de todas as correntes e ideologias, e boa parte tem dificuldade de desapegar do passado, principalmente das administrações que foram coniventes com o ócio, com o quebra galho, com o malfeito e com o perdulário.
O prefeito Edmir Chedid tem demonstrado agir severamente no rigor da responsabilidade fiscal, financeira e patrimonial. As vezes até adotando uma política mais enérgica, porém necessária, com colaboradores e até com a população, para manter o dinamismo da administração. A maioria dos secretários veio de outras cidades. São profissionais competentes e habilidosos que se adaptaram ao programa de governo e ao jeito de governar do prefeito. Por não serem conhecidos, já afasta muitas variantes de relacionamento com o funcionalismo e, de forma geral com o que poderia retardar procedimentos administrativos e avanços naturais de projetos e obras. Mudanças positivas.
Como diria o mestre, saudoso Prof. William Cardoso: Mais uma vez, essa é a minha opinião!
SILÊNCIO
O ambiente político eleitoral em Bragança está silencioso e sem graça. Os protagonistas tradicionais estão silenciados pelos episódios que reverberam de cima para baixo, ou seja, da movimentação dos pré-candidatos à presidência da república centrada em apenas dois pretendentes: Flavio Bolsonaro e Lula. Bragança não tem candidato, ainda, que se apresente com potencial próprio sequer para chegar perto da possibilidade de eleição. O quadro pode mudar se a família Chedid, na última hora resolver surpreender e apresentar candidatos a estadual e federal, como já se cogitou com Marquinho Chedid e seu filho Luiz Arhur. Não vejo nomes potenciais em outras correntes políticas locais, exceto o do delegado de polícia Sandro Montanari (PL) que, a princípio, poderá ter o apoio de lideranças de sua categoria representada em todas as cidades da região. Porém isso não basta, tem que buscar votos e apoios em outros seguimentos e regiões.
MARINHEIROS
Tem também os marinheiros de primeira viagem, conforme se propala, como o próprio Sandro Montanari e Juninho Boi (PSB) e de segunda viagem, como Cel. Américo (PL). Há uma extensa lista de pretendentes a uma legenda, mas vamos ficar apenas nesses três que parece mais próximos da conquista de uma vaga na convenção partidária.
Tem um detalhe perigoso: todos os partidos, até o período da convenção, que começa no dia 20 de julho e termina em 5 de agosto, podem mudar de mãos e com isso destruir pré-candidaturas.
FINANCIAMENTO
A lei eleitoral autoriza a partir do dia 15 de maio, pré-candidatas e pré-candidatos iniciar campanha de arrecadação prévia de recursos na modalidade de financiamento coletivo, desde que não façam pedidos de voto e obedeçam às demais regras relativas à propaganda eleitoral na internet. Ou seja, pode pedir dinheiro, mas não pode pedir voto.
O COMPADRIO QUE ACALMA
E o presidente do senado, David Alcolumbre (União Brasil) deu o troco para o presidente Lula ao articular nos bastidores para os senadores rejeitarem Jorge Messias para o STF. E o placar foi 42 X 34.
A vaga do ex-ministro Luiz Roberto Barroso, que pediu para sair antes da batata assar, seria para o aliado de Alcolumbre, Rodrigo Pacheco, mas o presidente Lula preferiu Jorge Messias e perdeu, mesmo empenhando R$12,5bilhões em emendas para os parlamentares. Se aprovado, seria o terceiro compadre de Lula no STF. Só neste mandato Flavio Dino e Cristiano Zanini e nos anteriores foram vários, entre eles Dias Toffoli, e Carmem Lucia que ainda estão lá.
A derrota de Lula no senado foi sintomática e sinaliza que ele perdeu de vez a governabilidade. O jogo político em Brasília é bruto. Tem muita coisa grossa por trás desse tipo de negociação. Enfim, agora Lula vai indicar outro nome e isso vai esquentar ainda mais o clima político.
Para acalmar a todos só falta ele indicar o Rodrigo Pacheco que agrada Alcolumbre e Alexandre de Moraes, selando de vez o compadrio que reina, na versão 2026, nos Três Poderes da República. Não duvide, porque na política, não existe a palavra impossível.
REFLEXÃO: SALMOS 143: 1-12 ¹ Ó Senhor, ouve a minha oração, inclina os ouvidos às minhas súplicas; escuta-me segundo a tua verdade, e segundo a tua justiça. ² E não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não se achará justo nenhum vivente. ³ Pois o inimigo perseguiu a minha alma; atropelou-me até ao chão; fez-me habitar na escuridão, como aqueles que morreram há muito. ⁴ Pois que o meu espírito se angustia em mim; e o meu coração em mim está desolado. ⁵ Lembro-me dos dias antigos; considero todos os teus feitos; medito na obra das tuas mãos. ⁶ Estendo para ti as minhas mãos; a minha alma tem sede de ti, como terra sedenta. (Selá.) ⁷ Ouve-me depressa, ó Senhor; o meu espírito desmaia. Não escondas de mim a tua face, para que não seja semelhante aos que descem à cova. ⁸ Faze-me ouvir a tua benignidade pela manhã, pois em ti confio; faze-me saber o caminho que devo seguir, porque a ti levanto a minha alma. ⁹ Livra-me, ó Senhor, dos meus inimigos; fujo para ti, para me esconder. ¹⁰ Ensina-me a fazer a tua vontade, pois és o meu Deus. O teu Espírito é bom; guie-me por terra plana. ¹¹ Vivifica-me, ó Senhor, por amor do teu nome; por amor da tua justiça, tira a minha alma da angústia. ¹² E por tua misericórdia desarraiga os meus inimigos, e destrói a todos os que angustiam a minha alma; pois sou teu servo.