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Nove de julho - MMDCA

*Rogério Machado A data de Nove de Julho, feriado estadual, será lembrada nesta segunda-feira em todo o Estado de São Paulo pois se trata de um marco na história dos paulistas e da nação brasileira. Parte da história conta que a Revolução de 1930 acabou com a autonomia que os estados gozavam durante a vigência da Constituição de 1891. Essa Revolução impediu a posse do ex-governador do estado de São Paulo, Júlio Prestes, na presidência da República e derrubou do poder o presidente da república Washington Luís colocando fim à República Velha, invalidando a Constituição de 1891 e instaurando um Governo Provisório. Assim, uma junta militar assumiu o controle do país e entregou o governo provisório nas mãos de Getúlio Vargas, líder da revolução, que assumiu a presidência do Brasil, com amplos poderes. Logo que assumiu ele aboliu todas as instituições legislativas, desde o Congresso Nacional até as Câmaras Municipais. Os governadores dos Estados foram depostos sendo colocados em seus lugares interventores. O governo Vargas reconhece oficialmente os sindicatos dos operários, legaliza o Partido Comunista e apoia um aumento no salário dos trabalhadores. Essa política de Vargas desagradava as lideranças políticas paulista, o estado economicamente mais importante do país. Além disso, os liberais reivindicam a realização de eleições e o fim do governo provisório. No início do ano de 1932, uma greve mobiliza 200 mil trabalhadores no estado de São Paulo e em 23 de maio é realizado, na capital paulista, um comício reivindicando uma nova constituição para o Brasil. Foi um comício pacifico que levou às ruas parte da população e os “caras pintadas” daquela época. O comício termina em um conflito armado onde foram brutamente mortos pelas tropas federais, leais ao então presidente Getúlio Vargas, os estudantes Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade. Alguns dias depois, às 23h30min do dia Nove de Julho, explode a Revolução Constitucionalista. Os nomes daqueles estudantes mortos deram origem à sigla MMDC, símbolo de luta e resistência do povo de São Paulo em defesa da democracia. E, em reconhecimento, a Lei Estadual 11.658/2004 consagrou essa data como “Dia dos Heróis MMDCA”, incluindo também Alvarenga (Orlando de Oliveira Alvarenga) ferido no mesmo confronto, mas que veio a morrer algum depois no hospital. A Revolução Constitucionalista, que durou apenas 87 dias, foi o maior confronto militar no Brasil no século XX. As estatísticas oficiais contabilizam 934 mortos, embora estimativas não oficiais falem de até 2.200 mortos, além dos desaparecidos. Em 2 de outubro daquele mesmo ano, os paulistas se rendem. Muitos são presos, cassados e deportados. Mas, apesar da aparente derrota em sua luta por uma nova “Carta Magna” uma Assembleia Constituinte é eleita em maio de 1933 com a tarefa de dar ao País uma constituição que se adequasse aos “novos tempos”. Assim, em 16 de julho de 1934 é promulgada a nova Constituição Brasileira. Essa Constituição foi uma mistura de várias tendências políticas. Dentre seus itens, podemos destacar: o surgimento do salário mínimo; proibição do trabalho de menores de 14 anos; férias anuais remuneradas e o voto feminino. Assim como em 1932 muitos morreram por um ideal, também Jesus Cristo morreu por Seu ideal de salvar o pecador. Morre o justo pelos injustos, para que tenhamos vida e vida abundante, conforme a 1ª Epístola de Pedro 3:18 e Evangelho de João 10:10. A Revolução de 1932 gerou a Constituição de 1934, modificada 1988. Mas a morte de Jesus Cristo gera vida eterna a todo aquele que n’Ele crê; e isso Deus não modificou. A Revolução de 1932 trouxe benefícios aos brasileiros. Já a morte de Cristo trouxe benefícios a toda a humanidade. Por isso, “Creia no Senhor Jesus e você será salvo” – Atos 16:31. *Rogério Machado é jornalista e pastor da Igreja Batista Boas Novas -  prrogeriomachado@yahoo.com.br

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