PAULO ALBERTI FILHO
Ontem, 17 de abril, a Gazeta Bragantina começou comemorar seus 40 anos de existência.
Os desafios de quatro décadas passadas não diferem muito dos atuais.
Em um mundo globalizado, onde a internet reina para o bem e para o mal, o mundo da imprensa escrita vai se afunilando.
Os ideais da imprensa, dos jornalistas são os que alimentam a sobrevivência dos poucos jornais impressos que ainda sobrevivem, mas ainda são a garantia de credibilidade de uma notícia, de uma informação que tem origem, que é fato e verdadeira.
Hoje, quando recebemos uma notícia procuramos saber a fonte, a origem e se for a internet, a dúvida é automática e ela permanece até que você use outra fonte para confirmar. No jornal impresso, no rádio ou na TV, a credibilidade é instantânea porque a checagem já fora feita antes da publicação.
E, talvez por isso, que jornais como a Folha de São Paulo, Estadão, Gazeta Bragantina, embora reduzidos em tiragem e páginas diante dos padrões pré-internet, continuam sendo mensageiros da notícia séria, responsável e de conceitos que objetivam informar e formar a opinião pública.
A migração para a internet é inevitável, porém o faremos com a vantagem de levar também os critérios de tratamento da notícia e o respeito ao leitor.
E assim pretendemos seguir nos anos vindouros que o Senhor nos permitir.
Gratidão a todos que fizeram e fazem parte de nossa história, da história que registramos nas páginas da Gazeta Bragantina ao longo dos últimos 40 anos.