Coluna da Gazeta
O governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) fez uma declaração durante coletiva de imprensa concedida na quarta-feira, 8, depois da inauguração das placas comemorativas ao início de obras do futuro hospital Santa Clara, no campus da USF, que surpreendeu. Disse o governador que a duplicação da rodovia Capitão Bardoino, da Bragança/Itatiba e as obras do entorno da cidade (perimetrais) vão depender de projetos de engenharia e recursos do DER. Isso quer dizer que vai demorar mais uns 10 anos.
Nem promessa ele fez. Deve ter ficado constrangido. Então, a coisa piora porque a região não tem mais deputado na assembleia para cobrar.
Uma certa arrogância na fala do governador quando disse que não olha para o retrovisor para avaliar uma necessidade da população, como a duplicação da Capitão Bardoino, por exemplo. Disse olhar sempre para a frente.
Tem que olhar para baixo e para os lados também, governador.
Olha para baixo govenador para o senhor enxergar quantos corpos de crianças, jovens, idosos e mulheres grávidas foram sepultados por acidentes na rodovia ao longo dos 30 anos de promessas não cumpridas pelo Estado.
Olha para os lados, governador Tarcísio, para o senhor enxergar quantas famílias estão chorando a morte de seus entes queridos por omissão e incompetência do estado que o senhor governa.
O governador deu uma banana para os prefeitos, vereadores da região e para os 66.251 votos que ele obteve nas eleições de 2022 em nossa cidade.
PERGUNTAR NÃO OFENDE – 1
O vereador Juninho Boi (PSB) que está protagonizando uma campanha publicitária da Santa Casa Saúde e o esporte que ele pratica, tem se declarado pré-candidato a deputado estadual. A campanha está sendo publicada a partir desta semana.
Isso não representaria propaganda eleitoral antecipada?
PERGUNTAR NÃO OFENDE – 2
Depois das cenas grotescas e anti qualquer coisa, principalmente antiesportiva que o vereador Juninho Boi protagonizou na terça-feira, 7, de provocação e intimidação de seu colega Gabriel Curió em plenário da Câmara Municipal, quase chegando a agressão física, a imagem do nobre edil não teria ficado ofuscada para promover qualquer coisa, ainda mais o esporte? O vereador lutador deu azar desta vez. Não venceu por WO, como sempre!
CEI DO LIXÃO
A Comissão Especial de Inquérito que investiga (?) o lixão clandestino da Hípica Jaguari (final da Av. dos Imigrantes) parece que não vai chegar a lugar nenhum se não houver caguetagem. No fundo os vereadores devem ter indícios de quem foi o manda chuva dos despejos de entulhos e lixos naquele local. Mas não tem provas. E sem caguetagem vai ser difícil.
INSUPORTÁVEL
O trânsito na Capitão Bardoino – trecho Lavapés/Parque dos Estados (na verdade esse trecho é Av. Plínio Salgado) nos horários de pico (das 7 ás 8h30 e das 16h ás 18h30) já é insuportável durante a semana. A situação piora quando a Energisa resolve, nesses horários, interditar uma pista para ajeitar as árvores que ameaçam a fiação dos postes. Não dá para fazer esse trabalho em outro horário? Pelo amor!!!!
Ninguém vai criticar a Energisa nem o DER. O pau come no lombo do prefeito e da Mobilidade Urbana.
POSTINHOS DE SAÚDE
Frequentadores dos Postos de Saúde do Parque dos Estados e Planejada tem elogiado os médicos, enfermeiros e atendentes pela atenção e carinho que estão sendo tratados. Obviamente esse é um procedimento que tem de ser padrão no ser humano e no profissional. Infelizmente não podemos falar isso de todos, inclusive de certos médicos da rede pública.
ROUBADA
O concurso para escolha da corte da Festa do Peão tem sido considerado a maior roubada para as garotas que se candidatam. Elas pagam para concorrer. A premiação máxima para a rainha é de R$4 mil. Princesa R$3 mil.
O custo da roupa, maquiagem, cabelo, bota, chapéu custeado pelas participantes, giram em torno de R$2,5 a 3 mil, só para o dia da eleição. Quem vencer, vai ter que arcar também com custos de maquiagem, cabelereiro e outros cuidados que custam cerca de R$ 700 por apresentação.
Em 10 dias de festa, quanto as eleitas irão gastar? Certamente muito mais do que ganharam.
O concurso pode satisfazer a vaidade das meninas, mas é uma roubada para os bolsos delas.
A empresa promotora que lucra milhões com o evento deveria ser mais realista, menos exploradora, e patrocinar os custos do concurso.
