“A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa. ” (Jô Soares)
PACIÊNCIA
Paciência é o comportamento que temos de ter diante da impotência de resolução de situações por conta própria. Paciência para entender que um buraco formado no asfalto durante a chuva precisa do sol para ser consertado com eficiência. A mesma natureza que destrói ajuda a recompor. Não é tão difícil ter esse entendimento.
Porém é necessário que os responsáveis pela manutenção dos bairros- os zeladores- se façam presentes nesses locais dialogando com os moradores. Mas eles somem e a grande maioria sequer conhece o zelador de sua região.
Qual é o efeito desse sumiço de zelador? As reclamações vão direto para a secretaria de Serviços, às redações dos jornais, rádios, internet e aos vereadores que repicam na tribuna da Câmara. E, invariavelmente, o prefeito é julgado ou mal avaliado por essas falhas. Então, para que serve ou a quem serve os zeladores?
O SILÊNCIO DOS DERROTADOS
Depois das eleições proporcionais, os derrotados se encolheram. Alguns apareceram nas redes sociais com cara de Pit Bull faminto agradecendo os parcos votos recebidos diante da expectativa de eleição. Outros apareceram sorridentes e felizes porque certamente o objetivo era outro, menos se eleger. Agora a próxima parada é 2028.
CRESCIMENTO DA ESQUERDA
Seja qual for o resultado da eleição para presidente da República, Bragança poderá experimentar um crescimento da esquerda ideológica de moderada a radical. Há sintomas que isso já está acontecendo. Tenho acompanhado as redes sociais e percebo que os esquerdistas moderados estão abrindo trincheira para recrutamento de simpatizantes. Já há uma patrulha na internet cevando militante. Não deixa de ser um sinal para a direita ideológica não descuidar, porque o próximo discurso está a caminho focando mudança e renovação, principalmente no Poder Legislativo.
PREOCUPAÇÃO
Conforme relata a manchete desta edição, a preocupação do vereador J. Malon com a Peça Orçamentaria da Câmara Municipal para 2027 é providencial. Aliás nos últimos 35 anos, somente um presidente da Câmara se preocupou em manter a transparência dos atos e atividades do Poder Legislativo, dando ampla publicidade, utilizando todos os veículos, outros instrumentos de comunicação disponíveis na época e iniciou a informatização da administração ajustando o orçamento. Foi Dr. José Josefran Berto Freire, no período 1991/1992. Sua atitude corajosa tornou a Câmara de Bragança referência regional.
Depois, somente em 1999, outro médico implementou a modernização dos serviços da Câmara: Dr. Renato Frangini seguiu o sistema de modernização e transparência ao implantar o padrão de excelência do ISO 9000, sendo uma das primeiras do Brasil a conquistar essa certificação internacional.
REGRESSÃO
Ao contrário do que se esperava, a administração da Câmara foi se modificando ao longo do tempo e, silenciosamente, talvez por falta de liderança, com arrogância, prepotência e até mesmo covardia para tomar decisões , nos últimos 25 anos, o Poder Legislativo se encolheu perante a população por obra de sua Mesa Diretora que se submeteu a hierarquia inversa ,subordinando-se ao bel prazer da burocracia retrograda ,estabilizada e castradora da evolução natural da modernidade e transparência. A Mesa Diretora da Câmara atualmente parece ser soberana apenas na condução das sessões legislativas, mas submissa às questões administrativas.
A MÃO DE JESUS
A discussão iniciada pelo vereador J. Malon, que questiona sobre o Orçamento da Câmara e as supostas obras de reforma que motivou a reserva orçamentaria de R$ 8milhões para 2027, arremete ao fato semelhante ocorrido nas legislaturas 2001/2002 e 2003/2004 presididas pelo ex-vereador Clovis Amaral Garcia (Clovinho), irmão do atual presidente, Sebastião Garcia Amaral -Tião do Fórum. Na ocasião Clóvinho também queria reformar ou praticamente construir um novo prédio para a Câmara, porem a tentativa foi abortada pelo então prefeito Jesus Chedid, obviamente por questões financeira e planejamento. Lembro que o prefeito Jesus surtou quando soube que o presidente da Câmara estava articulando a execução da obra. Câmara não tem receita. Quem banca tudo é a Prefeitura por meio do duodécimo destinado mensalmente de acordo com o orçamento aprovado.
FALSA ECONOMIA
Essa história de chegar no final do ano, o presidente da Câmara reunir a imprensa para participar de cerimônia de devolução para a Prefeitura do dinheiro que sobrou na conta da Câmara, é prova de incompetência no gerenciamento do orçamento. Pode ser também que a previsão foi superestimada justamente para promover essa cerimonia político -demagógica da devolução da sobra. Não é economia coisa nenhuma.
A QUE PONTO CHEGAMOS?
Não sabemos ainda a que ponto chegamos. Nem saberemos a curto prazo porque como disse o legislador grego Sólon, que governou Atenas em 594 a.C.:”Leis são como teias de aranha: boas para capturar mosquitos, mas insetos maiores rompem sua trama e escapam.”
Estou me referindo aos acontecimentos que tomaram conta da Nação envolvendo os escândalos do Banco Master e os pacotes de bondade do governo às vésperas da eleição para comprar, descaradamente, votos.
Assim foi com a Lava Jato, Mensalão, Petrólão, Pasadena, Porto de Mariel em Cuba, que deu um calote de R$3,4 bilhões etc., e tudo ficou por isso mesmo. Com certeza assim também será com o assalto aos aposentados do INSS, com o Banco Master, Ministros do STF, com o filho do presidente Lula enfim, com toda a quadrilha que continua assaltando o País e o povo impunemente.
É difícil mudar um pais quando os criminosos têm mais de 40 milhões de cumplices remunerados pelas bondades que Lula faz com o dinheiro do povo. A esperança é a última que morre e os brasileiros que desejam a mudança ainda a alimenta, pelo menos até o dia 25 de outubro.
REFLEXÃO: salmos 14-1:7
¹ Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem.
² O Senhor olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus.
³ Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos: não há quem faça o bem, não há sequer um.
⁴ Não terão conhecimento os que praticam a iniquidade, os quais comem o meu povo, como se comessem pão, e não invocam ao Senhor?
⁵ Ali se acharam em grande pavor, porque Deus está na geração dos justos.
⁶ Vós envergonhais o conselho dos pobres, porquanto o Senhor é o seu refúgio.
⁷ Oh, se de Sião tivera já vindo a redenção de Israel! Quando o Senhor fizer voltar os cativos do seu povo, se regozijará Jacó e se alegrará Israel.