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Saúde

Saúde pública: Médicos ameaçam greve por atraso de salários


Publicado em 12/11/2018 19:17


A discussão sobre a saúde pública em Bragança perdurou durante a semana. Porém, ainda há informações desencontradas a respeito do pagamento dos salários dos médicos, dentistas e outros funcionários contratados pela ABBC. Nesta semana, os médicos teriam enviado à Câmara e Prefeitura uma carta informando que se o pagamento de agosto não for pago no prazo, pretendem deflagrar uma greve em Bragança. Essa carta teria ainda sido protocolada em cartório. O vereador Paulo Mário (PR) propôs durante a sessão de terça-feira, 21, a criação de uma Comissão Especial de Inquérito- CEI para investigar o não pagamento de médicos, dentistas, motoristas e falta de remédios na rede, após ter recebido comunicado assinado por médicos e dentistas contratados pela Organização Social- ABBC (terceirizada pela Prefeitura), informando que no mês passado houve negociação de pagamentos, que não foi cumprida. Segundo o acordo celebrado entre as partes, revelado pelos vereadores Noi Camilo e Rita Valle, o pagamento atrasado deveria ter sido feito dia 15 de julho. Além do pagamento de salários, existe também o atraso do Fundo de Garantia dos funcionários demitidos pela “A Ferreira”, quarteirizada pela ABBC. Por enquanto assinaram a favor do requerimento da CEI vereadores Jorge do Proerd (PMN) e Leo Arantes (PSC). HISTÓRICO- O setor da saúde pública em Bragança tem uma relação contraditória e aloprada na atual administração e não tem problemas somente com pagamentos. No início do mandato do prefeito Fernão Dias, quando Estela Gianesella era secretária municipal de Saúde, a fila de espera de pessoas aguardando agendamento de exames ultrapassou oito mil. Remédios em falta e atendimento precário devido a ausência de médicos nos postos de saúde levaram a população a procurar a imprensa para denunciar. A GB denunciou inúmeras situações do descaso da Prefeitura. A má gestão da Saúde em Bragança provocou rombo milionário no orçamento da pasta  que obrigou a Prefeitura cortar gastos que chegam a R$12 milhões neste ano, demissão de funcionários e redução de exames laboratoriais. IMPROVÁVEL- Segundo o analista político da GB, Paulo Alberti Filho, é improvável que a criação da CEI prospere porque a ABBC exerce uma estranha força na Prefeitura e Câmara Municipal. Serão necessárias sete assinaturas para a CEI ser aberta e até ontem somente três vereadores haviam assinado o requerimento: Paulo Mário, Jorge do Proerd e Léo Arantes. Faltam quatro adesões porém os vereadores parecem estar mais preocupados com o fator político do que com a saúde pública. No ano passado o vereador Gabriel Cintra Gonçalves tentou colher assinaturas para a criação de uma CEI para apurar possíveis irregularidades na Saúde, mas não obteve as adesões necessárias. Enquanto os vereadores debatem o sexo dos anjos, a situação da Saúde pública em Bragança continua ruim, não paga médicos e dentistas, tem mau atendimento, falta  remédios e há filas desumanas para marcar exames médicos.

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