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Politica

Número de candidatos a vereador pode chegar a 600


Publicado em 23/10/2019 10:31


O número de candidatos a vereador na corrida por uma cadeira na Câmara Municipal de Bragança deve chegar próximo de 600 na eleição de outubro do ano que vem. Com o fim das coligações na disputa proporcional, os partidos terão que lançar o maior número possível de candidatos próprios. Com a nova regra, o eleitor terá mais opção na hora da escolha de seu representante. O candidato, mesmo que bem votado, precisará ainda atingir pelo menos 10% dos votos do quociente eleitoral se quiser garantir uma vaga no Legislativo.
A legenda também deverá reservar a cota mínima de 30% para as mulheres. A união de partidos para o cargo majoritário (prefeito) segue permitida. Cada agremiação poderá lançar uma vez e meia o número de cadeiras em disputa, ou seja 150% do total de 19, no caso de Bragança. Isso resulta em 29 candidatos, dos quais 9 obrigatoriamente serão mulheres.
A expectativa sobre o número de candidatos, se preenchidas todas as vagas em cada partido, pode chegar a 600, considerando-se que hoje, a pouco menos de um ano do pleito, a cidade conta, segundo o Cartório Eleitoral, com 17 partidos regularmente inscritos. Esse número, no entanto, pode aumentar até março do ano que vem, prazo final para partidos e eleitores estarem aptos para a disputa.
Chances - Dirigentes partidários das siglas mais tradicionais dizem que a nova lei, sem coligação, não deixa de preocupar, especialmente na hora de se montar as chapas de candidatos a vereador, pois as chances de conquistar cadeiras ficou mais democrática, ou seja, todos os partidos passam a ter oportunidade de ao menos eleger um representante, observados, evidentemente, o total de postulantes que conseguir inscrever.
Partidos que até as eleições de 2016 elegiam três ou quatro vereadores por conta da coligação (soma de votos de todos os partidos coligados), agora, segundo analistas, vão ter mais dificuldades. Nomes fortes podem ficar pelo caminho se os pequenos partidos, com chapa completa, conseguirem o coeficiente eleitoral.
Essa é outra questão que está tirando o sono dos atuais vereadores. Se o número de votos válidos continuar a cair (que significa aumento de votos brancos e nulos), pois a queda nas abstenções tendem a seguir em alta, o coeficiente vai ser bem menor que nos pleitos de 2012 e 2016. Isso é um complicador, pois coeficiente baixo amplia as chances dos partidos menores.
Chapa pura - Os chamados ‘partidos nanicos’ comemoraram as novas regras, pois chapas puras (sem agregados de outras siglas) é um ingrediente novo que pode incentivar o eleitor a votar.
Com maiores chances, é esperado que todas as agremiações lancem chapas completas em 2020.
Como seria - Se a regra que acabou com a coligação vigorasse em 2016, quatro vereadores não teriam conquistado cadeiras: Mário B. Silva (SD), Marcus Valle e Quique Brown (ambos do PV) e Moufid (PTN).A nova mudança ainda está sendo digerida pelos partidos. Os desembargadores do TRE de São Paulo ainda vão se reunir para definir o número mínimo de candidatos que um partido poderá inscrever por chapa. A definição deverá sair até dezembro.

Regulares - Segundo levantamento feito pela reportagem junto ao Cartório local, são 17 os partidos regulares: AVANTE (70), DEM (25), PATRIOTA (51), PDT (12), PHS (31), PL (22), PMN (33), PODE (19), PP (11), PSB (40), PSC (20), PSD (55), PSDB (45), PSL (17), PTB (14), PV (43) e REPUBLICANOS (10).

No TSE estão inscritos 35 agremiações, o que significa que as outras 16 têm problemas que vão desde fim da vigência no município, até falta de prestação de contas de campanha eleitoral.

 

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