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Politica

Julgamento de Dilma no Senado começa nesta quinta-feira


Publicado em 12/11/2018 20:49


Esta é uma semana decisiva para a política e para o futuro do Brasil. Começa hoje o julgamento final da presidente afastada Dilma Rousseff. Na segunda-feira, 22, o Congresso respondeu ao pedido da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que foi acionada por deputados do PT. Os documentos afirmam que não há ilegalidade no processo de impeachment contra a presidente afastada e que a reclamação é descabida. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos pediu explicações ao governo brasileiro, que passou a bola para o Congresso, responsável pelo processo de impeachment. Primeiro, veio a resposta da Câmara. Em 80 páginas, o presidente Rodrigo Maia (DEM), tratou de detalhar todas as etapas do processo. Ele concluiu que não houve nenhuma violação à Constituição Federal, nem à lei que trata do impeachment, e que foi assegurada a mais ampla defesa à presidente afastada. Maia disse também que a reclamação à Organização dos Estados Americanos é improcedente, descabida e sem nenhum fundamento. A resposta do Senado saiu logo em seguida. Em 99 páginas, o advogado-geral Alberto Cascais detalhou, inclusive, o roteiro seguido nas sessões pelos senadores. E afirmou que não houve qualquer ilegalidade ou inconstitucionalidade nos atos praticados. O pedido dos parlamentares petistas é para que o processo de impechment seja suspenso, até que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos avalie se existiram falhas no processo. As respostas do Congresso já estão com o Itamaraty, que vai encaminhar as informações à Organização dos Estados Americanos, em Washington. Enquanto isso, os senadores - que a partir de hoje vão atuar como juízes da presidente afastada - se preparam para esta última etapa do processo. Os defensores de Dilma Rousseff apostam que a presença dela no julgamento vai ampliar o número de votos contrários ao impeachment. "Espero que depois de todos esses esclarecimentos esses senadores, que disseram que tinham dúvidas, possam de fato votar contra o impeachment. Nós vamos submeter nossa democracia a um grande teste: nós podemos fortalecê-la ou podemos golpeá-la, está nas mãos do Senado da República", declarou a senadora Gleisi Hoffmann (PT/PR), aliada de Dilma Rousseff.

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