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Politica

Fim do Impeachment: Dilma perde mandato e PT deixa poder após 13 anos


Publicado em 12/11/2018 20:49


0109161O Senado aprovou ontem, por 61 votos favoráveis e 20 contrários, o impeachment de Dilma (PT). A presidente afastada foi condenada sob a acusação de ter cometido crimes de responsabilidade fiscal – as chamadas "pedaladas fiscais" no Plano Safra e os decretos que geraram gastos sem autorização do Congresso Nacional, mas não foi punida com a inabilitação para funções públicas. Com isso, ela poderá se candidatar para cargos eletivos e também exercer outras funções na administração pública. A decisão de afastar Dilma definitivamente do comando do Palácio do Planalto foi tomada na primeira votação do julgamento final do processo de impeachment. A pedido de senadores aliados de Dilma, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, decidiu realizar duas votações no plenário. A primeira analisou apenas se a petista deveria perder o mandato de presidente da República. Na sequência, os senadores apreciaram se Dilma devia ficar inelegível por oito anos a partir de 1º de janeiro de 2019 e impedida de exercer qualquer função pública. Na votação, 42 senadores se posicionaram favoravelmente à inabilitação para funções públicas e 36 contrariamente. Outros 3 senadores se abstiveram. Para que ela ficasse impedida de exercer cargos públicos, eram necessários 54 votos favoráveis. [caption id="attachment_10797" align="alignleft" width="400"]Michel Temer foi empossado na tarde de ontem em cerimônia de 11 minutos Michel Temer foi empossado na tarde de ontem em cerimônia de 11 minutos[/caption] Dilma deverá desocupar em até 30 dias o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, em Brasília, e terá reduzida para oito servidores sua equipe de assessores, seguranças e motorista. Desde a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2003, o Brasil governado pelo PT passou por dois grandes escândalos de corrupção envolvendo a alta direção do partido: o mensalão, em 2005, e a Lava Jato, deflagrada em 2014. Com o impeachment de Dilma, o partido deixa o poder e uma herança de recessão, inflação acima da meta e rombo nas contas públicas. POSSE DE TEMER- Três horas após o Senado afastar definitivamente Dilma Rousseff do comando do Palácio do Planalto, o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), deu posse a Michel Temer no cargo de novo presidente da República. A curta cerimônia no plenário do Senado, que durou 11 minutos, contou com a presença de deputados, senadores, ministros, militares e magistrados. Entre os convidados de honra, estavam os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Às 16h49, Temer foi empossado e prestou o juramento no qual prometeu cumprir a Constituição. Três minutos depois, Temer assinou o compromisso de posse diante dos convidados e a cerimônia foi encerrada.

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