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Politica

Cunha renuncia e Câmara realiza nova eleição


Publicado em 12/11/2018 20:49


0907169O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciou na quinta-feira, 7, à presidência da Câmara. Horas depois da renúncia, o presidente interino, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), marcou para a próxima quinta-feira a eleição que escolherá o novo presidente da casa. Depois, líderes partidários se reuniram para derrubar a decisão de Maranhão e marcaram a eleição para terça. O eleito presidirá a Câmara até fevereiro do ano que vem, quando terminaria a gestão de Cunha. Eduardo Cunha estava afastado da presidência desde 5 de maio por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que também suspendeu o seu mandato parlamentar por tempo indeterminado. A decisão anunciada pelo peemedebista nesta quinta-feira não altera o andamento do processo que o investiga no Conselho de Ética, que pode levar a punição que varia desde advertência até a cassação do mandato de Cunha. Sob gritos de "fora Cunha" ao chegar ao Salão Verde da Câmara, ele fez o anúncio da decisão em um pronunciamento, no qual ficou com a voz embargada e os olhos marejados ao se referir à família, que, segundo disse, foi alvo de perseguição. Antes do pronunciamento, Cunha foi à Secretaria-Geral da Mesa para entregar a carta de renúncia. Para poder ir à Câmara se pronunciar, fez uma comunicação prévia ao STF, já que o ministro Teori Zavascki impôs a ele essa condição quando o afastou da presidência e suspendeu o mandato. Ao se pronunciar, Eduardo Cunha fez a leitura integral da carta entregue à Câmara, dirigida ao presidente interino da Casa, o vice-presidente Waldir Maranhão. Por ser uma quinta-feira, a Casa estava bem mais esvaziada do que em dias de votação. Entre os aliados, estavam presentes Jovair Arantes (PTB-GO), Carlos Marun (PMDB-MS), João Carlos Bacelar (PR-BA), Arthur Lira (PP-AL) e Cristiane Brasil (PTB-RJ). Cunha se recusou a responder qualquer pergunta dos jornalistas e, ao fim do pronunciamento, deixou a Câmara pela rampa do Congresso Nacional, tradicionalmente usada em cerimônias e para recepcionar autoridades. Logo após Cunha deixar a Câmara, a carta foi lida no plenário pelo primeiro-secretário, deputado Beto Mansur (PRB-SP). A leitura é uma exigência do Regimento Interno para dar publicidade ao ato. Novas eleições terão de ser convocadas por Wladir Maranhão e realizadas em um prazo de até cinco sessões do plenário, considerando tanto as de votação quanto as de debate, desde que cada uma tenha, no mínimo, 51 deputados presentes.

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