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Politica

Após 50 dias no cargo, prefeito de Vargem renuncia


Publicado em 12/11/2018 20:49


[caption id="attachment_10236" align="alignleft" width="228"]Rafael Ferreira da Silva Rafael Ferreira da Silva[/caption] O prefeito de Vargem, Rafael Ferreira da Silva (PR), renunciou ao cargo na manhã de ontem. Na carta entregue à Câmara ele alegou motivos pessoais e profissionais para a desistência. A saída acontece menos de 50 dias depois que ele retomou o posto por determinação da Justiça - ele estava com o mandato cassado desde 2014. A decisão também anulou a eleição de setembro de 2015, que elegeu Silas Marques (PSD) como prefeito da cidade. Rafael estava no comando do executivo em Vargem desde 14 de junho de 2016. O político, que é médico, foi eleito em 2012 como vice do prefeito Aldo Moyses (DEM), que também teve o mandato cassado em 2015 por crime de responsabilidade fiscal - ele teria gasto mais do que o permitido por lei com a folha de pagamento do município. Na carta de renúncia, Rafael disse que não tem interesse político na cidade e que não vai apoiar nenhuma candidatura ao cargo. "Eu entrei na campanha em 2012 para ajudar, não esperava assumir a cadeira de prefeito. Apesar disso, eu entrei e consegui reduzir a folha de pagamento, que era uma exigência do Tribunal de Contas, e aumentei a arrecadação com a cobrança de IPTU. No entanto, eu sou médico e quero continuar a minha carreira", disse. SUCESSORES- Pela linha sucessória, com a renúncia, quem assume o cargo é o presidente da Câmara, Antônio Rogério Rossi (DEM). No entanto, ele concorre às eleições municipais para o cargo de vereador. “Eu vou me reunir com os demais vereadores para entendermos o que faremos, olhando o que é melhor para a cidade e respaldados na legalidade. Pessoalmente, eu não posso assumir a prefeitura porque sou pré-candidato a vereador”, disse Rossi. Se ocupar o cargo de prefeito, ele não poderá postular o posto de vereador. Isso porque infringiria o período de descompatibilização, que exige que um candidato deixe o cargo para concorrer a outro pelo menos seis meses antes da eleição, que será em outubro. Todos os nove vereadores da Câmara vão tentar a reeleição. Caso nenhum vereador assuma a cadeira do executivo, a cidade seria passada ao chefe de gabinete da prefeitura, Miguel Cardoso. Ele pediu exoneração do cargo após a renúncia de Rafael. Se confirmado que nenhum vereador vai assumir o cargo de prefeito, na ausência de chefe de gabinete, quem assume é o juiz eleitoral. O cartório ainda informou que até o momento não foi protocolada nenhuma candidatura para o cargo no Executivo. O prazo encerra no dia 15 de agosto.

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