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Policial

Bragança reduz em 200% os mortos em acidentes de trânsito


Publicado em 12/07/2019 16:32


 

Nos primeiros cinco meses deste ano morreram 6 pessoas em acidentes de trânsito registrados em Bragança. Em igual período do ano passado o número foi alto, com 19 mortes. A redução foi de 216%, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

As lesões corporais culposas, por sua vez, aumentaram 25% de janeiro a maio na comparação com o mesmo período de 2018. Neste ano foram 158 ocorrências ante 126 no ano passado. Durante todo aquele ano foram 30 homicídios no trânsito e 337 lesões corporais.

O número em relação às mortes vai na contramão da maioria das cidades brasileiras. Dados do Conselho Regional de Medicina apontam que, em média, pelo menos cinco pessoas morrem vítimas de acidente de trânsito a cada 60 minutos.

Os desastres nas ruas e estradas do País também já deixaram mais de 1,6 milhão de feridos nos últimos dez anos, ao custo direto de quase R$ 3 bilhões para o Sistema Único de Saúde (SUS). Os números fazem parte de um levantamento elaborado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que realizou no final de maio um evento nacional para entender esse problema que atinge proporções epidêmicas.
Para o coordenador da Câmara Técnica de Medicina de Tráfego do CFM, José Fernando Vinagre, os números mostram que os acidentes de trânsito constituem um grave problema de saúde pública e que provoca sobrecarga nos serviços de assistência, em especial nos prontos-socorros e nas alas de internação dos hospitais. “É preciso reconhecer o importante aprimoramento da legislação ao longo dos anos e também o aumento na fiscalização, especialmente após a Lei Seca. No entanto, precisamos avançar nas estratégias para tornar o trânsito brasileiro mais seguro”, destacou.
Segundo a análise do CFM, a cada hora, em média, cerca de 20 pessoas dão entrada em um hospital da rede pública de saúde com ferimento grave decorrente de acidente de transporte terrestre. Ao avaliar o volume total de vítimas graves do tráfego nos últimos dez anos (1.636.878), é possível verificar que 60% desses casos envolveram vítimas com idade entre 15 e 39 anos, sendo menor a frequência nas faixas etárias que vão de zero a 14 anos (8,2%) e em maiores de 60 anos (8,4%). Outra constatação: quase 80% das vítimas eram do sexo masculino.
Entre 2009 e 2018, houve um crescimento de 33% na quantidade de internações em todo o País. O pior cenário, proporcionalmente, foi identificado no estado de Tocantins, que saiu das 60 internações, em 2009, para 1.348, no ano passado (aumento de 2.147%). Apenas cinco estados registraram queda no número de internações por acidente de transporte: Maranhão (redução de 40%), Rio Grande do Sul (22%), Paraíba (20%), Distrito Federal (16%) e Rio de Janeiro (2%).
Em números absolutos, 43% do volume total de internações registradas no SUS no período ficou concentrado em estados do Sudeste, região que reúne também metade da frota de veículos automotores. Outros 28% dos casos graves ficaram no Nordeste e o restante ficou diluído entre o Sul (12%), Centro-Oeste (9%) e Norte (7%).

 

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