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Policial

Bragança e região tem déficit de 144 policiais civis


Publicado em 19/07/2019 16:13


 

 

Levantamento divulgado na sexta-feira, 12 de julho, pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), revela que a Polícia Civil de Bragança e cidades da sua região de governo, tem um déficit de 144 servi­dores, ou 61% do total, des­de dezembro do ano passado. Das 373 vagas destinadas a sete tipos de profissionais - de­legado, escrivão, investigador, agente policial, agente de tele­comunicações, papiloscopista e auxiliar de papilocopista - 229 estão ocupadas.

Das 91 vagas para escri­vães, apenas 73 estão ocupadas (81%), mas 18 seguem sem nomeação, ou 19%. A cidade deveria ter 174 investigado­res, mas tem 70 (ou 40%) - faltam 104, ou 60%. Além disso, o município precisaria de 82 agentes policiais, mas conta com praticamente um terço disso, 32 (ou 40%), um “rombo” de 50 postos, ou 60%. Oss cargos de delegado foram quase todos preenchidos. A cidade tem 33 mas estão previstos 36, e auxiliar de papiloscopista são 7, quando deveria ser 13.

Também há déficit, pequeno, para agente de telecomunicações (são 14 vagas, com 10 preenchidas, ou 75%); apenas a função de papiloscopista está completa, pois tem 4 profissionais quando a demanda é para 3.

O raio-X tem por base a Lei de Acesso á Informação (LAI) e dados fornecidos pelo gover­no de São Paulo em fevereiro. Mas este número vem crescen­do todos os meses e beira os mil cargos vagos, por causa das apo­sentadorias e exonerações que aconteceram de 1º de janeiro deste ano até hoje. Segundo o sindicato, o déficit de policiais civis na área do Deinter-3 é um dos maiores de todo o Estado.

A defasagem do efetivo po­licial civil é um problema que atinge todo o Estado, mas em Bragança e região a situação é grave, pois o índice é um dos maio­res. Segundo o último levanta­mento do Defasômetro do Sin­dpesp, mais de 14 mil cargos estão vagos na Polícia Civil es­tadual, um total de 33,96% de todos as vagas existentes. Com um índice tão alto, quem sofre são os profissionais que preci­sam se desdobrar para não dei­xar a população desassistida e acabam sendo expostos a pés­simas condições de trabalho, com jornadas ininterruptas e acúmulo de funções.

Em 29 de março, Doria também autorizou a abertura de concursos para a contra­tação de 5,4 mil soldados de segunda classe para a Polícia Militar. Não foi divulgado quantos desses soldados virão para a região bragantina.

 

 

              

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