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Meio Ambiente

Caça ilegal de animais silvestres em Bragança preocupa ambientalistas


Publicado em 19/01/2019 06:56


 

Com permissão para abater javalis, caçadores aproveitam para abater outros animais, que correm risco de extinção em Bragança.

Os javalis costumam destruir as plantações e, por se reproduzirem com muita rapidez, o Ibama autoriza a caça da espécie como forma de impedir uma superpopulação do animal. O problema, entretanto, é que caçadores estão aproveitando a autorização para matar vários outros bichos.

Segundo Valcírio Hasckel, produtor rural e tem uma plantação de milho há mais de 30 anos em Bragança Paulista, a área que a plantação ocupa equivale a 560 campos de futebol e há anos ele sofre com os estragos que os javalis fazem na sua lavoura.

“O milho é uma cultura que eles gostam de atacar bastante. Por ano, os javalis destroem cerca de cinco hectares da minha plantação e o prejuízo chega a R$ 20 mil”, afirma.

Desde 2013, o abate legal de javalis é regulamentado pelo Ibama, mas o que era para ser uma solução passou a ser também uma preocupação por causa da caça a outros animais.

Os ambientalistas defendem o abate de javalis, mas dizem que ele tem que ser feito de maneira planejada.

“A caça não é só o abate daquele animal, toda uma prole, uma linhagem genética e a biodiversidade acabam sendo prejudicadas por causa da caça. Existem associações que podem receber esses javalis ou tem que ser feito um controle, mas de forma humanitária”, afirma a ambientalista Cristina Harumi.

Um exemplo de animal silvestre que foi vítima da ação de caçadores é a onça-pintada Cheetos. Ele teve a mãe morta por caçadores, conseguiu escapar e foi trazido para a Associação Mata Ciliar, de Jundiaí. Segundo a ambientalista, ele nunca mais poderá voltar para a natureza.

“O Cheetos é um animal que viveria em 100 km² e agora vai viver para sempre em 400 m². Infelizmente ele não poderá voltar para a natureza”, disse.

A caça de animais não regulamentada pelo Ibama é crime. A pena para quem mata, persegue ou maltrata animais varia de um a quatro anos de detenção, além de multa. (Com informação do G1)

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