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Senado cria CPI para apurar contratos da CBF


Publicado em 12/11/2018 20:41


Com 50 assinaturas de senadores, segundo a Secretaria-Geral da Mesa Diretora do Senado, a CPI com a finalidade de investigar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi criada ontem. O requerimento de criação do colegiado havia sido apresentado pelo senador Romário (PSB-RJ) na última quarta-feira, 27, mesmo dia em que foi preso o ex-presidente da CBF José Maria Marin. O requerimento para a criação da CPI recebeu as assinaturas de 50 senadores – o mínimo necessário para se criar uma comissão de inquérito é 27. Com a leitura do requerimento no plenário, ocorrida na tarde desta quinta, os senadores signatários tinham até meia-noite para retirar ou incluir assinaturas de apoio ao pedido. Como nenhum parlamentar retirou assinatura do documento até o prazo limite, a CPI foi criada. Agora, para ser instalada e entrar em funcionamento, dependerá da indicação pelos líderes partidários dos parlamentares que integrarão a comissão o que deve ocorrer nos próximos cinco dias. A CPI terá sete membros titulares, sete suplentes e 180 dias para investigar possíveis irregularidades em contratos para a realização de partidas da seleção brasileira de futebol e de campeonatos organizados pela CBF, além da realização da Copa das Confederações em 2013 e da Copa do Mundo de futebol de 2014. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que, nesta sexta-feira, ppediu aos líderes partidários a indicação dos nomes dos integrantes da CPI a fim de que os trabalhos possam se iniciar "imediatamente". Caso a indicação não seja feita por algum partido, os integrantes do colegiado são escolhidos pela presidência da Casa. "Então nós vamos já [sexta] pedir aos líderes partidários que, por favor, indiquem os nomes para que nós possamos começar imediatamente a investigação", afirmou Renan. O ex-presidente da CBF José Maria Marin e outros seis dirigentes da Fifa foram detidos na quarta-feira pelo serviço de inteligência norte-americano (FBI) e pela polícia suíça em Zurique por suspeita de corrupção. Segundo a investigação, Marin teria recebido R$ 19,6 milhões em propina em um esquema de corrupção envolvendo a organização da Copa América. O dirigente também é apontado como destinatário de propina decorrente de contrato de uma competição nacional. Duas linhas de apuração da investigação do FBI dizem respeito diretamente ao Brasil: suspeita de o superfaturamento do contrato da CBF com uma empresa de fornecimento de material esportivo e compra de direitos de transmissão por agências de marketing esportivo de Copa América Centenária, edições da Copa América, Libertadores da América e Copa do Brasil. Além disso, o FBI investiga também suposto pagamento de propina dos organizadores das copas da Rússia, em 2018, e no Catar, em 2022, a dirigentes da Fifa, para garantir que os países fossem escolhidos como sedes.

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