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Editorial

TIRO NO PÉ


Publicado em 12/11/2018 19:34


Paulo Alberti Filho Configurou-se a estratégia maquiavélica de tentar reverter a imagem negativa dos vereadores, perante a sociedade bragantina, por meio de um projeto de lei que institui a imoral taxa de iluminação pública. O Executivo, de olho no rombo do cofre público causado por uma gestão perdulária, desorganizada e incompetente, tenta fazer com que o contribuinte pague parte dessa conta, a qualquer preço. Com esse projeto, o prefeito deu oportunidade aos vereadores para rejeitar a medida inadequada e injusta para a população. Com a rejeição do projeto, os vereadores tentam amenizar a imagem de paisagem morta que construíram durante este mandato. O projeto que teria prazo regimental de tramitação de 90 dias, deve falecer nas comissões permanentes da Câmara, conforme anunciou a GB na edição de sábado passado. Na terça-feira, 17, a Comissão de Justiça, Defesa do Meio Ambiente e do Consumidor, já disparou seu parecer contrário a iniciativa do prefeito. Acredita-se que as demais comissões sigam o mesmo critério. Para reforçar essa tese, a liderança do Executivo na Câmara propôs na sessão de terça-feira, que o projeto seja analisado e votado em regime de urgência na próxima sessão que será dia 24. Assim o que demoraria 90 dias, vai durar apenas 15 dias. E a agonia dos vereadores será amenizada. Bom para o povo, ruim para o prefeito e menos ruim para os parlamentares. Com isso, o Executivo, mais uma vez, dá um tiro do próprio pé. A pressa que era inicialmente para aprovar o projeto e arrecadar milhões de reais em 2016, agora é para rejeitar e evitar o desgaste político para os vereadores. Desgaste que em apenas uma semana foi intenso e provocado pelo noticiário da imprensa e comentários das redes sociais. Coisa de político amador que não tem noção das consequências de atos que refletem no interesse do povo e na imagem dos agentes públicos. É por fatos como este, deflagrado pela imprensa, que o governo do PT abomina a imprensa, a liberdade de expressão e, por conseguinte, a Democracia.

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