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Editorial

Tá certo presidente!


Publicado em 12/11/2018 19:34


Jonathan Alberti A mudança da primeira partida das quartas de final do Paulistão, Braga X Corinthians, para o Pacaembu é uma decisão racional e óbvia para quem tem visão empresarial. Só torcedor emocionado, por não ver o Corinthians em Bragança, e os que guardam rancor infundado contra a diretoria acham essa decisão absurda. Eles destilam seus ódios através das redes sociais, julgam, apontam e ameaçam deixar de fazer o que já não fazem: ir ao estádio. A diretoria não deixou o torcedor do Bragantino na mão, aliás conseguiu baixar o valor do ingresso de R$80,00 para R$50,00 e vai bancar ônibus para todos que forem. O vice-presidente Luiz Arthur Chedid explicou que espera a presença de 3 mil a 3.500 torcedores e que serão disponibilizados, quantos ônibus forem necessários. Ele e o presidente Marco Chedid também deixaram claro que a vontade seria mandar o jogo aqui em Bragança, mas os baixos números durante os jogos em casa, os fizeram pensar de forma racional sobre a sobrevivência do clube durante o ano. Atualmente a média de público no estádio Nabi Abi Chedid é pífia, 500 torcedores fiéis. Na soma dos borderôs, a média é de 1.663 torcedores, em cinco jogos, se acrescentar a partida contra o Palmeiras, que teve um público de 7.775 pessoas, mas onde mais de 5.500 eram torcedores do Palmeiras, a média dobra para 2.682. A renda líquida também está muito abaixo do esperado pela diretoria. Com os cinco jogos que o Braga dependeu de seu torcedor, saiu devedor em R$ -29.148,43. Acrescentando a renda do Palmeiras, a equipe tem um saldo positivo de R$ 300.912,19. Ou seja, a única partida contra um dos grandes de São Paulo, somou a renda líquida de R$271.763,76 a mais. Nos restantes só prejuízo. Até na partida contra o São Caetano, que teve um público de 5.319 torcedores, o Bragantino saiu no prejuízo de R$-14.216,71. Esses números, mostram que a decisão do presidente Marco Chedid e do vice-presidente Luiz Arthur Chedid é acertada. Realizar um jogo em Bragança, onde a capacidade é de 12 mil e após a vistoria da PM cai para 9 mil, apenas para massagear o ego e realizar a fantasia de pessoas que nem para o Braga torcem ou que só vão ao estádio quando tem promoções, ou para assistir a um time grande, é colocar em risco as responsabilidades e compromissos financeiros do clube. O Bragantino tem um calendário árduo pela frente, são seis meses de campeonato Brasileiro da série C, sem nenhuma cota de televisão ou da CBF. As contas vencem no final do mês como para qualquer pessoa normal. Salários têm que ser pagos em dia, ou se não o time não joga. Exemplos de má gestão e irresponsabilidade financeira temos de monte. A Portuguesa de Desporto está à beira da extinção pela falta de visão da diretoria, Inter de Limeira, Mogi Mirim passam por dificuldades e também beiram à extinção e tantos outros clubes que nem existem mais. O episódio de mudar a partida de cidade ganhou tamanha proporção que um vereador tomou o precioso tempo da sessão da Câmara, na tarde da terça-feira, 13, para criticar a posição da diretoria. Talvez seja porque lhe faltem assuntos pertinentes à cidade, como invasão de área pública, esgoto jogado a céu aberto, talvez porque ele apenas apareceu em um ou dois jogos no Nabizão, ou até porque seu time do coração está à beira da extinção. O Bragantino tem sorte no Pacaembu em partidas decisivas. Puxando pela história, em 1965 conquistou o acesso a Primeira Divisão do Campeonato Paulista, ao vencer o Barretos. Vai que a história se repita e o time saia vitorioso do Pacaembu com o planejamento para o restante de 2018 salvo pela renda milionária que esta partida pode gerar.

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