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Editorial

Solidariedade ao caos


Publicado em 12/11/2018 19:34


Paulo Alberti Filho A proposta do vereador Padre Juzemildo (PT), apresentada durante a sessão da Câmara de terça-feira, 29, em revogar o aumento de salários dos vereadores, independente da cor partidária, de sua condição de líder de um prefeito perdulário e incompetente, independente do oportunismo do momento, foi um ato realista e coerente com a situação financeira falimentar que a gestão administrativa da Prefeitura se encontra. Não importa se a aprovação do aumento, que ocorreu em dezembro do ano passado, se deu também com seu voto e dos demais que subscreveram a atual proposta de revogação. O que importa é que o prefeito que assumirá a Prefeitura em 2017 vai encontrar presumivelmente os cofres vazios e dívidas milionárias. O que importa é que os vereadores, também servidores públicos municipais, se aprovada a proposta do padre vereador, não serão privilegiados com alto salário (dos atuais R$7.102,00 para R$11.927,00) enquanto o Executivo nega um centavo que seja de reajuste para os mais de 4.500 servidores municipais. Acima de qualquer outra conceituação do gesto do vereador, considero sua proposta um ato realista. Um ato que se justifica pela própria incompetência do governo municipal do PT em gerir a coisa pública desde a sua posse. Os milhares de servidores municipais do Poder Executivo(porque os da Câmara tiveram)merecem sim um reajuste salarial digno que minimize o caos financeiro que o governo Dilma impôs à todos os brasileiros. O prefeito lhes nega a justiça do reajuste salarial porque, como Lula e Dilma, gastou mal o dinheiro público, contratou mal e gastou demais ao ponto de o Tribunal de Contas adverti-lo mais de uma vez sobre a irregularidade que pode conduzi-lo ao crime de responsabilidade fiscal. Além disso, o prefeito se recolheu a clausura de seu gabinete e, como é de seu perfil, não costuma dialogar ou justificar seus atos, condições indispensáveis na vida pública, principalmente quando se é eleito pelo voto popular. O prefeito limita-se a dizer não ao funcionalismo, virar as costas às suas agruras e acusar a crise nacional pela sua incompetência administrativa. O vereador padre e os que subscreveram sua proposta foram solidários ao caos, não foram solidários ao funcionalismo nem aos seus pares. Por outro lado, todo o tropel armado no auditório da Câmara Municipal pela Apeosp local, constituiu por oportunismo, um palanque eleitoral de pré-candidaturas a vereador que enxergam no funcionalismo, principalmente no professorado da rede municipal de ensino, um celeiro de votos. Nada mais ocasional do que uma insatisfação salarial para aparecer. O protesto seria mais legítimo se os valorosos trabalhadores braçais, os motoristas, operadores de máquinas, mecânicos, apontadores, assistentes administrativos, ajudantes geral e todo o contingente da Guarda Municipal estivessem presentes. Além do mais, o SISMUB mesmo tido como um sindicato de pelegos, não estava representado na platéia. Então a legitimidade da manifestação ficou sendo meia-boca, embora a causa seja justa. De qualquer forma, a prefeitura não tem condições financeiras de oferecer nada de aumento ou reajuste salarial, a não ser que readeque seu orçamento,promovendo a demissão de 500 a 1000 servidores,para que tenha caixa e os funcionários que sobrarem possam receber pelo menos a correção da inflação. O tão valente prefeito, o tão intransigente ditador das bananas, teria coragem de desempregar centenas de famílias para cumprir sua obrigação ? Obrigação que lhe está sendo vetada pela situação caótica provocada pela sua própria incompetência que deixou as finanças da Prefeitura falida ? Claro que não faria isso voluntariamente,a não ser que seja escudado por uma decisão judicial,á quem certamente culparia pelo desemprego desses servidores.

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