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Editorial

PASSIVIDADE INSALUBRE


Publicado em 12/11/2018 19:34


Paulo Alberti Filho O  comportamento da Comissão de Saúde da Câmara, composta pelos vereadores Valdo Rodrigues (presidente),  membros Fabiana Alessandri, Natanael Ananias, Noi Camilo e  o padre Juzemildo que não estava presente na reunião, ouviram  por  três horas, durante a sessão semanal  da Comissão ocorrida ontem, a gestora de finanças da  secretarias da Saúde do Município expor a prestação de contas quadrimestral  da unidade. Ouviram silenciosamente e elogiaram de forma efusiva o modelito da prestação de contas sem se preocupar com o conteúdo. “Nota 10”, avaliaram alguns, o datashow que presume-se deve ter sido um show de malabarismo para convencer os vereadores de que tudo está maravilhoso na Saúde. Foi uma sessão  baba- ovo. Na verdade foi uma prestação de contas meia-boca. A Prefeitura não explicou, por exemplo, questões importantes que envolvem o fornecimento de exames médicos de todos os tipos;  faltou a prestação de contas do AME ( Ambulatório Médico de Especialidades) e os repasses mensais para a Santa Casa. O comportamento passivo e cordato dos vereadores da Comissão não é nada saudável. Esse tipo de prestação de contas soa como passa-moleque no Legislativo que, a partir de alguns meses para cá, passou aceitar passivamente o caos na saúde pública implantado pela ABBC com a cumplicidade total da Prefeitura. A ABBC  e o prefeito, por tudo que fizeram e não fizeram, já mereciam ser investigados por uma Comissão de Inquérito. GASTOS- Fala-se na Prefeitura e fora dela, que é necessário cortar gastos, principalmente depois da trágica gestão da ex-secretária  da Saúde, Estela Gianesella, que   continua recebendo o conforto  do “doce fa niente”  proporcionado pelo Gabinete do Prefeito. O momento econômico é difícil para todos no Brasil. Na Prefeitura de Bragança parece que está tudo às mil maravilhas, sem crise e sugere ser exceção nacional. Só para citar os mais evidentes, pelo menos duas licitações podem ser questionadas por terem sido realizadas  com valores superestimados. Uma é a da revista da administração que custou R$120.450,00 enquanto que o mercado, segundo avaliações feitas pela GB junto a conceituadas gráficas, oferece o mesmo trabalho , com as mesmas especificações, a um custo que variam de R$ 30 a 50 mil reais  mais barato. Outra é o oferecido pela Prefeitura para contratar o Plano Diretor de Mobilidade que apresenta variação de custos de até dois milhões de reais a mais, do que foi pago por prefeituras como as de Sumaré, Indaiatuba e Rio Claro, para o mesmo serviço. Tudo faz lembrar os discursos de Dilma e Lula e veja no que deu. Bragança parece seguir a mesma rota da desgraça. E cada dia, a cada gesto da Prefeitura, caminhamos para irrefutável conclusão de que  cada vez mais “Tamo na roça”!

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