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Editorial

Para a câmara a saúde vai bem,obrigado!


Publicado em 12/11/2018 19:34


Paulo Alberti Filho A Saúde Pública em Bragança tem sido ao longo dos últimos anos a principal e mais constante das reclamações da população. Depois da terceirização, cujas atribuições da empresa terceirizada e da Prefeitura ainda não foi bem esclarecida, a situação piorou, segundo o índice de descontentamento medido por pesquisas e pelo volume de queixas e reclamações registradas. Em menos de um ano, duas tentativas de investigação foram feitas. Uma pela vereadora Gislene Bueno (Gi) e outra, agora, pelo vereador Paulo Mário. A de Gi, feita em 2014, chegou colher cinco das sete assinaturas necessárias para instalação da Comissão de Inquérito. A de Paulo Mário ainda está em aberto com três  adesões e, pelo andar da carruagem, não vai alcançar o quórum de 7. A Câmara Municipal, composta por 19 vereadores, como instituição fiscalizadora do Executivo, ao ignorar as denúncias e o descontentamento que beira a revolta da população, falha na sua representação. Ao recusar a investigação, a Câmara dá as costas ao povo. Uma atitude estranha. Até mesmo os vereadores que mais reclamam do atendimento à Saúde, se recusam  investigar a situação. A atual legislatura não tem sido um bom exemplo de administração pública, mesmo se considerarmos que boa parte dos possíveis mal feitos cobrados pelo Ministério Público, seja herança da legislatura passada presidida pelo ex-vereador João Carlos Carvalho (PSDB) e continuada nas gestões do atual presidente Sebastião Garcia do Amaral (DEM). No campo legislativo, percebe-se uma forte influência do Poder Executivo e outros em decisões que afetam diretamente a população, entre elas a saúde, por exemplo. Quem não deve não teme. Se não há nada de errado, que mal há em investigar para, pelo menos, esclarecer a opinião púbica? Se estiver tudo bem, nos conformes da lei e dos direitos da população, a investigação por meio de uma CEI, daria um atestado de idoneidade para o Executivo e para a empresa terceirizada. Que espécie de medo estaria assombrando os vereadores e a Prefeitura?

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