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Editorial

Outro mau exemplo


Publicado em 12/11/2018 19:34


Paulo Alberti Filho Um fato triste narrado no Facebook pelo cidadão Josimar Silva, um trabalhador de 40 ano de idade que é office-boy de várias empresas da cidade, escancara o modus - operandi de algumas pessoas despreparadas para trabalhar com o público. As redes sociais repercutiram de forma revoltada a atitude agressiva de um funcionário e do proprietário do Hipermercado Chicão. Não quero e nem vou julgar aqui comportamento de ninguém porque isso cabe a Justiça. Analiso sob a ótica de um consumidor comum que sou. Já fui vítima de comportamento desequilibrado de pessoas despreparadas para lidar com o público descente. Senti na pele, literalmente, o que o prezado Josimar sentiu ao ser desprezado, ofendido, humilhado e achincalhado pela prepotência da ignorância daqueles que julgam o cidadão de forma animalesca. O fato aconteceu no interior de um supermercado que vive cheio de gente, onde o consumidor deveria ser tratado no mínimo com respeito, independente de sua aparência ou sacola ou mochila que carregue. Há formas descentes e civilizadas que indicam critérios de obstar acesso com sacolas ou mochilas em supermercados ou qualquer outro estabelecimento de grande aglomeração de pessoas, sem perder a educação e a compostura. Mas no caso de Josimar, segundo seu relato, ele simplesmente foi agredido de todas as formas, humilhado ao extremo por carregar nas costas uma mochila no momento em que pretendia comprar frutas no supermercado. Não quis largar de sua mochila porque continha documentos importantes das empresas para quem presta serviços. Foi acusado de ser ladrão, foi agredido fisicamente e chamou a Polícia. Mas nada adiantou ou minimizou o fato. Um Boletim de Ocorrência foi registrado na Polícia Civil para preservação de direitos e futuras ações judiciais. Certamente, assim como aconteceu comigo no Restaurante Esmeralda, caro Josimar, quando fui agredido covardemente pelo prefeito, coincidentemente as câmeras de segurança provavelmente não estariam funcionando naquele momento e as provas irrefutáveis teriam sido suprimidas pelo “acaso”. Será que haverá testemunhas para depor a seu favor na Justiça? Espero que alguém das cinco mil pessoas que lhe apoiaram no Facebook ou quem presenciou seja solidário e se apresente para testemunhar a seu favor. Que não temam o olhar de leão faminto dos envolvidos que gera medo e ameaça em todos que geralmente não querem aborrecimentos ou se comprometer em defesa de um cidadão simples como você e eu, porque quem lhe agrediu são amigos pessoais de poderosos. Então restará palavra contra palavra e a esperança de que a Justiça seja cega. Eu particularmente, fico com a sua palavra e com a Justiça, caro Josimar.

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