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Editorial

Os desafios da sucessão


Publicado em 19/02/2019 09:47


O governo Jesus Chedid (DEM) ingressou na segunda metade do mandato com o desafio de pavimentar a sucessão no Paço Municipal. A tarefa não é simples, pois nos dois primeiros anos só apagou incêndios diante da herança deixada pelo antecessor, que não mediu esforços em quebrar a Prefeitura, já sabedor de que a população não lhe daria um segundo período à frente do Palácio Santo Agostinho.

No caso em especial de Jesus e Amauri, não existe a preocupação de contornar a aparente vontade popular de exclusão de quadros tradicionais da representação política, pois mesmo com um erário depauperado, conseguiu carrear recursos através do deputado Edmir Chedid, que recebeu das urnas excelente votação, em meio à onda mudancista que se assistiu em outubro do ano passado.

Jesus, em conversa recente com a imprensa, prometeu revolucionar o perfil de gestão. Ao assumir, buscou logo de cara recuperar a autoestima da população, que durante quatro anos experimentou ‘o jeito PT de governar’. Agora quer retomar o protagonismo e tirar do papel projetos importantes no desenvolvimento da cidade e, com isso, atender os maiores anseios populares, em áreas como Educação, Saúde e Mobilidade Urbana, que necessariamente devem vir acompanhados de políticas e serviços públicos.

Durante a conversa com a imprensa, ficou visível que o grupo político do prefeito começa uma nova etapa e busca espaços estratégicos pensando no processo sucessório do ano que vem. E por que não? É legítimo!

Claro que alguns setores precisam de mais atenção, em especial a Mobilidade Urbana, com uma eficiente gestão do trânsito, tarefa que o prefeito pode se debruçar e alcançar os resultados que a população espera.

Se nestes dois anos que faltam, Jesus e Amauri conseguirem reduzir em boa medida os problemas que herdaram, e os novos que surgirem, já será meio caminho para a permanência no poder a partir de 2020.

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