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Editorial

O rastro da serpente


Publicado em 12/11/2018 19:34


Paulo Alberti Filho A notícia publicada pela Folha de S. Paulo envolvendo o contador Roberto Trombeta e o seu sócio, advogado Rodrigo Morales, surpreendeu os meios políticos e empresariais de Bragança Paulista. A notícia revela que Trombeta e Morales fecharam um acordo de delação premiada em que ofereceram detalhes do uso de empresas de fachada para lavar dinheiro das empreiteiras OAS e UTC, resultantes de contratos com a Petrobras. Em troca de benefícios judiciais, Trombeta e o sócio Morales, pagaram R$25 milhões. O acordo já foi homologado pelo juiz Sergio Moro, diz a nota da Folha. A revelação atingiu Bragança, precisamente aos amigos e parceiros do advogado Morales, entre eles muitos políticos, simpatizantes, membros do PT e aliados local. Poderia ser mais uma notícia do escândalo do petrolão, não fosse o envolvimento de Morales com o poder político local e com empreendimentos que estão locados aos governos federal e estadual. O advogado tornou-se figura emblemática na cidade pela postura de investidor e benemérito de causas sociais, esportivas e até foi distinguido por isso com o Título de Cidadão Bragantino proposto pela vereadora do PROS, Fabiana Alessandri, aliada do prefeito do PT, e aprovada pelos 19 vereadores. Não se trata aqui de julgar ninguém ou de crucificar Morales, mas os efeitos proporcionados pelas suas ações políticas e empresariais ficam sob suspeitas inevitáveis. Aqueles que possivelmente receberam benefícios financeiros do advogado, possivelmente partidos e políticos, amigos que usufruíram de viagens e eventos internacionais permitidos somente àqueles com alto poder aquisitivo, continuam seus amigos e sairão em sua defesa,ou encolherão no submundo da ociosidade e do silêncio que condena? Enfim, depois do escândalo do doping patrocinado pelo Grupo Rede (Empresa Elétrica Bragantina), protagonizado pela atleta Mauren Maggi que colocou Bragança no mapa pejorativo internacional do noticiário esportivo e envergonhou o povo bragantino, acende agora mais um escândalo envolvendo, desta vez, indiretamente nossa cidade. Quer queiram ou não, surge mais uma indagação: Como um rastro da serpente, esse episódio que revela o envolvimento de Morales na Lava Jato, quer por solidariedade ao sócio Trombeta, quer pela simples casualidade de ser sócio de um confesso, pode conduzir à um possível caixa dois das eleições municipais de 2012 vencida, em Bragança pelo PT, por apenas 21 votos? Mais uma vez, Tamo na Roça!!!

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