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Editorial

Município em frangalhos


Publicado em 12/11/2018 19:34


Paulo Alberti Filho Muitos bairros, quer da zona sul, a mais abastada, quer de outros menos privilegiados, quer de alguns completamente esquecidos pela Prefeitura e Câmara, sofrem diariamente a ausência do governo municipal. Prestes a completar três anos, os mandatos do prefeito, vice e vereadores, se revelam insípidos, inodoros e incolores em termos de obras, assistência social e benefícios para a população. A cidade está sendo deteriorada pela incompetência dos Poderes Legislativo e Executivo. Incompetência e leniência do Legislativo porque a maioria dos vereadores fez da atividade parlamentar apenas um bico para complementar renda pessoal, considerando que essa maioria se dedica, cada um no seu ramo, alguns até fora de Bragança, que tinha antes de ser eleita. Com isso falta-lhe tempo para se dedicar ao exercício pleno da vereança, e assim o interesse do município fica em segundo plano. Consequentemente, sem tempo para ser vereador de verdade e fazer jus ao alto salário e benefícios que recebe, a cidade fica fragilizada na sua proteção fiscalizadora que a Câmara Municipal constitucionalmente é obrigada garantir. O resultado é a situação na qual Bragança foi colocada por esse governo que o povo não vê a hora de acabar. Sem fiscalização, sem cobrança, com ação leniente dos vereadores, fica fácil para os secretários municipais fazerem o que querem e para quem quiserem, sem ter a preocupação de serem vigiados pela Câmara e até mesmo pelo prefeito que, pela quase calamidade a que estamos expostos, já jogou a toalha e “cumpre tabela” no Palácio Santo Agostinho, para não renunciar formalmente. Os vereadores sabem disso e apavorados com a proximidade da eleição alguns chegam a ser “premiados” por institutos especializados em distribuir títulos, tipo caça-níquel, para amenizar a incompetência. Mas na opinião do povo, a realidade é bem diferente. Talvez por ter uma Câmara fraca e incompetente, o Executivo dance no mesmo ritmo. E a inoperância da Prefeitura em termos de administração direta do bem público, concentra-se nos rombos financeiros causados pela mesma incompetência que corroeu fisicamente todo o território bragantino. E para sair desse rombo que começou com a má gestão da Saúde, irradiou pelas secretarias de Serviços, Obras etc, o prefeito tenta desesperadamente criar taxas, aumentar impostos para que paguemos o preço de sua incapacidade de administrar nossa cidade. Até o carnê para pagar o IPTU normalmente entregue a população entre fevereiro e março este ano foi antecipado para dezembro. É o desespero gerado pelo desgoverno que mais uma vez penalizará o povo. Duas matérias publicadas hoje pela Gazeta Bragantina e GB NORTE, mostram a situação de dois bairros que não têm recebido nenhuma atenção do Poder Público. O Jardim Lago do Moinho, localizado num ponto estratégico para o turismo porque está ao lado do mais tradicional clube de recreação da região, o Clube de Regatas Bandeirantes é o retrato da miséria. O outro é a Vila Esperança localizado na zona norte, paralela ao Parque dos Estados, onde uma obra simples de pavimentação da rua Floriano Peixoto, de cerca de 300 metros de extensão, pleiteada desde 2003, está empacada pela incompetência da Prefeitura e Câmara Municipal.

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