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Editorial

Maus exemplos de uma autoridade


Publicado em 12/11/2018 19:34


Por princípio, toda autoridade se deve dar ao exemplo. Exemplo de comportamento, de respeito em todas as ocasiões e formas no dia-dia. Assim deve ser o cotidiano da presidente da República(que sabemos que também não é), do governador, do prefeito, dos parlamentares, dos delegados de polícia  e até mesmo de um simples inspetor de quarteirão. Aliás, respeito e comportamento decente é exigido de todo cidadão normal,desde o berço. Infelizmente, o fato ocorrido na terça-feira, 7, na hora do almoço no Restaurante Esmeralda, entre o prefeito Municipal de Bragança Paulista e Delegado de Polícia, Fernão Dias da Silva Leme (PT) e o diretor proprietário dos jornais Gazeta Bragantina e GB NORTE, jornalista Paulo Alberti Filho, deixou muitas pessoas tristes. Além das dezenas de pessoas que se encontravam no restaurante, na sagrada hora do almoço, a minha família, meus verdadeiros amigos, os colegas de profissão, colaboradores e funcionários dos dois jornais certamente se sentiram igualmente agredidos pelo comportamento do prefeito. O fato narrado na reportagem publicada hoje, certamente terá prosseguimento no Fórum adequado, onde todas as discórdias devem ser discutidas e solucionadas entre seres civilizados. As agressões morais e físicas (diga-se que foram dois violentos tapas nas costas, o primeiro com menor intensidade), os atentados contra a honra, desferidos contra a minha pessoa, na presença de minha filha e de  mais de 40 pessoas, pelo prefeito e Delegado de Polícia Fernão Dias da Silva Leme, envergonharam  nossa cidade e até o mais babão dos baba-ovos que formam seu gabinete de trabalho. A truculência, a falta de educação, o comportamento irado e prepotente manifestados pelo prefeito-delegado, ferem o decoro do Chefe do Poder Executivo, de um agente da Justiça, que deveria ter, no mínimo, preparo emocional tanto para ser Delegado de Polícia como para ser prefeito. Mostrou e provou  que não tem, nem para um e nem para outro. O que restou disso tudo?  Restou um sentimento de tristeza. Uma frustração maior de  comportamento de um ser humano, inimaginável quando ocupa uma função pública de alta relevância  como a representação formal de mais de 200 mil habitantes da cidade que supostamente governa. O pior, a minha cidade, a cidade onde nasci, cresci, criei meus filhos, onde  meus netos  iniciam a caminhada da vida, onde me fiz jornalista e construí meus negócios. Tristeza maior quando lembro que esse cidadão, recebeu o Título de Cidadão Bragantino, até por méritos questionáveis como a maioria de títulos de cidadania que a Câmara de Bragança distribuiu como bananas nos últimos dez anos, e essa honraria, em tese, infelizmente, faz desse cidadão irmão  por adoção de todos nós bragantinos. Além disso, resta a  triste constatação de que o prefeito de minha cidade, da nossa cidade, legou para a história, com esse fato, os maus exemplos que nenhum homem público pode ter  no seu curriculum: o mau exemplo da falta de educação e respeito com a família; o mau exemplo da  falta de respeito que não se deve ter na mesa durante a sagrada  refeição, principalmente se a mesa não é a da sua refeição; o mau exemplo da  autoridade de prefeito e delegado em não respeitar a integridade física, moral e  o direito de opinião de um jornal e de um jornalista extremamente necessário num regime democrático  e de estado de direito. E o mau exemplo de usar da truculência física e moral, para extravasar sua ira e tentar intimidar um jornalista que, antes de tudo, é  um cidadão que paga seus impostos e contribui com isto para pagar também o salário do prefeito e do Delegado de Polícia Fernão Dias da Silva Leme.  Respeito, senhor prefeito, respeito senhor delegado, respeito é o mínimo que o senhor deve para Bragança Paulista.

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