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Editorial

Lá como cá!


Publicado em 12/11/2018 20:34


A classe política, em sua maioria formada por corruptos e salafrários, gosta de culpar a imprensa pelas mazelas que eles patrocinam em todos os níveis de governo. No Brasil isso é prática rotineira, pois a bandidagem eleita pelos incautos posam sempre de santinhos e juram que nunca meteram a mão no suado dinheiro do trabalhador. Nos Estados Unidos, ontem, mais de 300 jornais, dos menores aos maiores, trouxeram editoriais sobre a liberdade de imprensa, com a mensagem ‘a imprensa não é inimiga’. A pendenga lá tem nome e sobrenome: Donald Trump, que diante da imbecilidade da maioria dos norte-americanos, chegou à presidência daquele País. E rotineiramente, como homem de televisão que foi, joga para a torcida através de frases de efeito, na tentativa absurda de desacreditar os meios de comunicação. Por aqui, o PT faz o mesmo e a maior parte dos políticos. O hábito de se ler jornal é um dos componentes da liberdade de expressão em qualquer lugar que se possa qualificar de civilizado. É um direito inalienável do ser humano saber o que se passa na sua cidade, no seu estado, no seu País e aquilo que fazem os que vivem do dinheiro público. Quem lê jornal, como fazem os leitores da GB, sabe como distinguir a informação falsa da errada. Sabe diferenciar a informação tendenciosa, com viés, da informação neutra e fidedigna, correta na sua fonte. Exatamente por esta palavra, a fonte: quem está dando a informação. A iniciativa inédita nos EUA, País onde mais se pratica a liberdade de expressão no mundo, foi uma resposta a Donald Trump e serve de exemplo para todos os demais países, como o Brasil, onde os políticos ladrões posam de vítimas e acusam a imprensa de lhes denegrir a imagem. Num País como o Brasil, a imprensa se tornou indispensável diante da corrupção desenfreada que se instalou em todos os níveis de governo. Não fosse a imprensa a Nação já teria se transformado numa dessas ditaduras de esquerda que infelizmente a América do Sul experimenta, algumas delas com financiamento de dinheiro brasileiro. Não é por acaso que durante os tempos de pouca lucidez fale-se tanto em controle da imprensa, em censura. Ou ainda pior, como acontece hoje em dia, num tipo de pseudojornalismo de texto de aluguel para ataques ou aplausos deste ou daquele personagem, ideologia ou interesses partidários. É indiscutível que, tanto aqui, quanto nos EUA, os tiranos abominam a liberdade de imprensa. Porque sabem que sem liberdade de escolha ou onde buscar informação, o rebanho não tem opinião. Apenas muge.

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