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Editorial

IMPUNIDADE E A URNA


Publicado em 12/11/2018 19:34


Da Redação Seria inimaginável, num cenário de moralidade pública, que apenas um vereador entre os 19 eleitos pelo povo bragantino em 2012, se sentisse indignado com a denúncia contra Rodrigo Morales por seus crimes cometidos contra a Nação e confessados para a Polícia Federal, no contexto das operações deflagradas a partir da Lava Jato. Infelizmente não é inimaginável na Câmara de Bragança. É uma triste realidade. Apenas, até agora, o vereador Léo Arantes teve a coragem de se posicionar a favor da denúncia assinada pelo jornalista Paulo Alberti Filho que pede a cassação do Titulo de Cidadão Bragantino, concedido a Morales por força de um requerimento da vereadora Fabiana Alessandri (PSD). Seja qual for o destino do Projeto de Decreto Legislativo que pede a cassação, apresentado pelo vereador, o importante é que pelo menos uma fração da edilidade está preocupada em zelar pela moralidade pública do Poder Legislativo e pela honra do povo bragantino. A denúncia agora se transformou em projeto e por isso terá que tramitar por todas as Comissões Permanentes, fato que exigirá a manifestação de cada um dos 19 vereadores que formam as respetivas comissões além de retornar pela terceira vez para a Comissão de Justiça opinar e decidir pela legalidade ou não do projeto. As redes sociais clamam pela cassação do diploma, a imprensa local (ccom exceção da GB e GB NORTE), que se mantinha afastada do assunto foram “obrigadas” a prestar atenção na reação da população, na gravidade do fato e, mesmo omitindo informações importantes, timidamente começa dar espaço á matéria. Os vereadores não têm mais como fugir da responsabilidade de analisar a denúncia, o projeto e julgar. Espera-se o mínimo do Poder Legislativo. Que cumpra sua obrigação e atenda o apelo popular. Votem pela cassação ou pelo arquivamento, mas votem, trabalhem porque os 19 vereadores sabem que não passarão impunes do julgamento das urnas em outubro.

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