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Editorial

IMORALIDADE CONFESSA


Publicado em 12/11/2018 19:34


Da Redação Ainda ecoa o pronunciamento do vereador Marcus Valle (PV) feito no início do ano, na Tribuna da Câmara, quando analisava a inoperância dos vereadores. Concluiu dizendo que os vereadores estavam desmoralizados. Um reconhecimento, na acepção da palavra, que se confirma a cada dia. Na terça-feira, 19, a Comissão de Justiça presidida por Valle, aprovou o parecer do vereador Gabriel Gonçalves que optou pela rejeição do Projeto de Decreto Legislativo que pede a cassação do título de Cidadão Bragantino ofertado a Rodrigo Morales pela vereadora Fabiana Alessandri (PSD). O motivo do pedido é o envolvimento de Morales nas investigações da Operação Lava Jato, onde confessou- con-fes-sou- vários crimes entre eles, lavagem de dinheiro, pagamento de propina e formação de quadrilha. Morales não é apenas investigado como disse Gabriel Gonçalves em seu parecer, endossado por Marcus Valle, Rita Valle (PV), Miguel Lopes (PSD), ele é réu confesso, portanto um criminoso que se auto condenou (portanto, condenado) para obter vantagens da Justiça e penas minimizadas. Por aí suspeita-se que a Comissão de Justiça agiu para proteger o “patrono” de tantas causas, que o próprio Gabriel ostenta no seu parecer, patrocinadas com dinheiro sujo, fruto dos crimes que praticou, e confessou, contra o patrimônio de todos os brasileiros. Confirmando a afirmação de Marcus Valle naquele pronunciamento, que os vereadores estão desmoralizados, depois da decisão da Comissão de Justiça presidida por ele, em aceitar o parecer infanto-juvenil de características iletradas elaborado por Gabriel Gonçalves, os vereadores superam a desmoralização anunciada e se configuram em agentes do escárnio. O trem da alegria passa pela Comissão de Justiça, pela Comissão de Educação e Cultura e passará pela de Finanças, embarca os passageiros da imoralidade e cumplicidade que esperam na Estação Câmara Municipal. A decisão imoral dos vereadores fere a Constituição da República que exige dos agentes públicos, moralidade e impessoalidade, entre outros. Manter a cidadania bragantina a um criminoso, a um membro do crime organizado que lesou a Nação, como Morales, com a justificativa que Gabriel Gonçalves apresentou no seu parecer, é o mesmo que ofertar cidadania a Marcola, Fernandinho Beira Mar, porque ambos também praticam benemerência com dinheiro sujo do crime organizado. Os vereadores subestimam a inteligência da população bragantina honesta, ignoram a opinião pública e os valores cívicos e morais da história. Protegem criminoso, se omitem ao testemunhar a destruição física e financeira do Município, se acovardam ao não querer investigar o caos na saúde pública, enfim se conformam em ser vereadores desmoralizados. E quem não tem moral, também não serve para a vida pública.

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