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Editorial

“Estamos todos no mesmo time”


Publicado em 12/11/2018 20:34


Jonathan Alberti Os resultados das eleições de 2018 comprovaram a insatisfação do povo brasileiro, com o formato de política que vem sendo apresentado pelo Partido dos Trabalhadores, há 16 anos. Claro que as incontáveis denúncias de corrupção, a Operação Lava Jato e tantos outros casos corroboraram em muito na escolha do eleitor. A democracia foi exercida pelos cidadãos e, em seu pleno dever de se escolher livre e abertamente, optou por Jair Bolsonaro. Porém, o que se apresentou após a vitória do presidente, foi um discurso de ódio, repulsa e anti-patriotismo por parte do candidato derrotado Fernando Haddad. Torcer para que um presidente se de mal no governo é torcer para que a nação padeça, é querer que o cidadão caia na miséria, mais do que vem caindo nos últimos 20 anos. E tudo isso por que? Porque Haddad foi derrotado por mais de 10 milhões de votos de diferença? Porque o presidente eleito não agrada? Ou só porque como crianças mimadas não aceitam a derrota? A livre escolha do povo por Jair Bolsonaro se chama democracia. E na democracia a maioria é soberana e ponto. Agora o discurso de ódio do próprio candidato derrotado Fernando Haddad e de um de seus maiores apoiadores, Guilherme Boulos é anti-democrático. É provar que além de não aceitar a derrota, são inconformados. Convocar a população para a baderna em nome da democracia é no mínimo uma demonstração de incompetência e principalmente de não saber nada sobre estado democrático. Boulos, em vídeo no facebook, afirma que Jair Bolsonaro é ditador e com o seguinte discurso convoca a população para lutar pela democracia, mas da forma que ele quer e não da forma como ela é: “Nós vamos contribuir para impulsionar uma frente ampla pela democracia no Brasil, com todos aqueles que neste segundo turno souberam se colocar no lado certo da história. É importante que se diga e reafirme. Vai ter resistência. Entre a prisão e o exílio, nós escolhemos às ruas. Já na próxima terça-feira, o povo sem medo vai às ruas de várias cidades do país para firmar o nosso compromisso com a democracia e com nossos direitos. Jair Bolsonaro não é o dono do Brasil e não vai silenciar nossas vozes. Essas nuvens cinzentas de intolerância e violência vão passar mais cedo do que muitos imaginam. E apesar de você, Bolsonaro, amanhã será outro dia. Até lá, nós vamos estar com coragem nas ruas desse país, lutando por democracia e por nossos direitos. (...) Vamos a luta”. O discurso descabido e desorientado, mostra que Boulos, além de ser um baderneiro, não respeita a soberania do povo brasileiro. A onda de intolerância que tem que ter fim é essa que os petistas querem enfiar goela abaixo da população brasileira, que quando as coisas não saem do jeito que eles querem, eles vão as ruas com truculência e força para badernar. Claro que o livre manifesto está em nossa Carta Magna, porém, a soberania do povo e da democracia no processo eleitoral, também. Essas declarações querem mostrar que o país caminha para um retrocesso, porém os petistas e seus simpatizantes deveriam aceitar e fazer o possível para que o país cresça, independente do governo. Muito se fala e se compara sobre os Estados Unidos e seus governantes. Em seu discurso, após a derrota de Hilary Clinton, o ex-presidente Barack Obama deu uma lição do que é democracia e soberania de um povo e que deveria ser seguido por qualquer político derrotado. “Muitos americanos estão felizes, muitos não estão muito felizes. Mas assim funcionam as eleições. Essa é a natureza da democracia. Ela é dura. Às vezes, duvidosa e barulhenta. Não é sempre inspiradora. Às vezes você perde um argumento, às vezes você perde uma eleição. É assim que a política funciona. Nós tentamos convencer as pessoas de que estamos certos e então as pessoas votam. Se perdemos, aprendemos com nossos erros, fazemos algumas reflexões, sacodimos a poeira, nos erguemos e voltamos ao jogo. Nós vamos atrás. Tentamos ainda mais, da próxima vez. O ponto é que todos sigamos em frente, com a presunção de boa fé em nosso povo. Porque essa presunção de boa fé, é essencial para uma democracia vibrante e funcional. Eu estou ansioso para fazer tudo que puder, para ter certeza que o próximo presidente tenha sucesso. Como eu já disse antes, eu penso neste trabalho como uma corrida de revezamento. Você pega o bastão, corre o melhor que puder, com a esperança de que quando for a hora de passar o bastão você está um pouco a frente, você teve progresso. E eu posso dizer que nós fizemos isso, e eu quero garantir que a passagem do bastão seja bem executada, porque acima de tudo estamos todos no mesmo time”. Esse discurso de Obama é a forma mais simples e correta de se encarar uma democracia da forma como ela realmente é. Aceitar a derrota é um sinal de sabedoria. Não aceitar é sinal clássico de autoritarismo e um atentado a população que exerceu seu direito, previsto na Carta Magna, de escolher seu novo presidente. Haddad e Boulos deveriam repensar essas ações e, quem sabe, ouvir o discurso de Obama, e aprenderem realmente como se devem comportar diante da derrota. Inclusive, o presidente eleito Jair Bolsonaro falou, em seu primeiro discurso, que o brasileiro tem que se acostumar com a verdade, apontando que a verdade é o único caminho para a paz e prosperidade do país. Seguindo o exemplo do que realmente a Constituição Brasileira prega e respeitando o direito do povo brasileiro, o presidente disse que a partir do ano que vem, além de governar para todos, tem a missão de pacificar o país. “A vitória veio para mostrar realmente que o eleitor brasileiro não é refém desse ou daquele partido. O nosso partido é o Brasil e vocês votaram no candidato do Brasil. Agora, assumindo o ano que vem seremos o presidente de todos e o que eu vou buscar, seguindo o exemplo do patrono do exército Brasileiro, Duque de Caxias, é pacificar o nosso Brasil, sem eles contra nós ou nós contra eles. Temos como fazer política que atendam o interesse de todos. Queremos um ensino de qualidade onde no final da linha, teremos jovens realmente formados como bons profissionais. Queremos sim, colocar gente competente nos ministérios de modo que eles possam atender as necessidades de nossa população e não de agremiações político-partidárias como tem sido nos últimos anos. (...)”. A fala do novo presidente é uma lição de democracia e um tapa na cara dos esquerdistas que estão pregando a intolerância e desrespeito à vontade soberana do povo.

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