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Editorial

CONFIANÇA E ESPERANÇA


Publicado em 12/11/2018 19:34


Paulo Alberti Filho Com a posse do prefeito Jesus Chedid e vice Amauri Sodré, o povo bragantino se enche de esperança. Pela quarta vez, Jesus assume a Prefeitura com a experiência e conceito de bom administrador e por se preocupar com o bem estar do povo e beleza da cidade. Conceitos que seu antecessor nunca nutriu e deixou-lhe como herança a escuridão administrativa. Na solenidade de posse, o prefeito declarou que não tem informação sobre nada da Prefeitura. Não sabe qual o saldo de caixa, nem os saldos das 152 contas que o município mantém com os bancos. O governo FDS lhe deixou as trevas. Não lhe fora entregue o relatório financeiro e nem do que existe de máquinas e equipamentos. A irresponsabilidade administrativa, a falta de respeito com o povo foram talvez os únicos atos transparentes do governo do PT que destruiu nossa cidade. Ontem, às 7h, o novo governo começou navegar pelas trevas do paço Municipal em busca de uma luz que possa lhe dar o norte administrativo para que a cidade comece a ser recuperada. Dos 11 secretários anunciados, cinco são desconhecidos da população. Mas isso não quer dizer nada e caberá ao povo, a imprensa e aos vereadores vigiá-los. Os outros seis já participaram de administrações anteriores e são populares, porém, a vigilância deverá ser a mesma. Ainda faltam sete secretarias para serem preenchidas. O aval de 70 % do povo ao governo Jesus/Amauri é o maior peso que os secretários carregarão na condução dos destinos de Bragança para os próximos quatro anos. O momento é de confiança e esperança. No âmbito político da Câmara Municipal, a solenidade de posse revelou sutilmente que as vaidades estão aceleradas. Tradicionalmente, a eleição da Mesa seguia um ritual de eleger todos os cargos para, em seguida, empossá-los. Desta vez, não foi assim. Após a eleição da presidente Beth Chedid (DEM), que era favas contadas desde o dia que foi eleita vereadora, se daria a eleição de outros cargos, porém, o processo foi interrompido por indelicadeza e pura vaidade, e a vereadora Fabiana Alessandri, que conduzia a presidência por ter sido a mais votada, foi “sacada” do cargo, para que a eleita assumisse. Em solidariedade a Fabiana, outros vereadores que secretariavam “ad-doc” os trabalhos também saíram da Mesa. A partir daí, com a “rainha entronizada”, vices- presidentes e secretários foram eleitos para um mandato de dois anos. Essa peculiaridade pode ser um sintoma de como será conduzido o Poder Legislativo, considerando que 13 dos 19 vereadores (2/3 do plenário) foram eleitos por partidos agregados ao Democratas. Da mesma forma que o Poder Executivo está exposto a fiscalização do povo e da imprensa, o Poder Legislativo deverá ser vigiado da mesma forma para que não se repita a fatídica legislatura 2013/2016. Por outro lado, o entrosamento entre os Poderes será fundamental para que Bragança saia das trevas e caminhe para um futuro melhor. O grupo Democratas, que elegeu prefeito e vice com 70 por cento dos votos válidos e mais 13 vereadores, tem todas as variantes necessárias, políticas e técnicas, para realizar um bom governo de recuperação administrativa e física da cidade e da zona rural. É isso que o povo quer e espera.

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