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Editorial

CERTEZA DA IMPUNIDADE


Publicado em 12/11/2018 19:34


Os vereadores de Bragança Paulista demonstram a certeza que passarão impunes pelas ur-nas em 2 de outubro. Depois de três anos e oito meses de atuação medíocre como repre-sentantes das aspirações do povo, os nobres vereadores abarrotam as sessões com inúme-ros pedidos de informações ao prefeito indagando sobre buracos, matos, falta de remédios etc. Sabem os vereadores que o prefeito e a Prefeitura estão inoperantes desde sempre e nada fizeram para mudar isso. Calaram ao recusar investigar a atuação da ABBC, responsável pela gestão da saúde pública em nossa cidade; se acovardaram ao remeter ao Ministério Público, denúncias que seriam de responsabilidade da Câmara investigar. Ainda com rela-ção a Saúde, uma cidadã, numa demonstração de descrédito absoluto para com a Câmara Municipal, promoveu um abaixo assinado e ajuizou uma Ação Civil Pública para que o esta-do tome providências sobre os absurdos que afetam a vida dos usuários do sistema de saú-de municipal. São provas da insatisfação popular com relação ao comportamento dos 19 vereadores. Além disso tem o abandono total da zona rural, com exceção de algumas providências executadas pela secretaria de Serviços em áreas suspeitas e particulares que precisam ser investigadas e que beneficiaram “os amigos do rei” em detrimento da grande maioria dos habitantes da zona rural. A zona rural esta devastada. Esquecida, com estradas intransitáveis, sem trans-porte coletivo adequado que penalizam cruelmente estudantes, comerciantes, produtores e trabalhadores que estão empregados no centro urbano. O que fizeram os vereadores em três anos e oito meses para melhorar, minimizar ou mudar essa situação? Nada! Ficaram esse tempo enviando papelzinho (pedidos de informação, indicações e requerimentos) ao prefeito e às secretarias onde, certamente, eram amassados e jogados ao lixo. Embora con-sidere-se a maneira pouco cordial com que o prefeito trata os vereadores que o cobram, aliás deve ser um ou outro, mas nenhum deles sai de seu gabinete e vai peitar a situação. O que há é só discurso na tribuna da Câmara, nas redes sociais, fotos, vídeos e nenhum resul-tado prático. Basta olhar a situação de destruição que se encontra o município. O caos é ge-neralizado. Nesta semana, depois de a imprensa, especialmente a Gazeta Bragantina e a GB Norte, in-sistir na cobrança das obras de pavimentação da rua Floriano Peixoto, na Vila Esperança, o dinheiro apareceu e as obras estão sendo entregues há pouco menos de dois meses da elei-ção. Uma obra gestada havia 20 anos. Uma obra em uma rua de 200 metros. Passaram dois mandados de Jesus, dois de Jango e quase um da desgraça que está aí. E a Zona Norte sem-pre teve um ou dois vereadores (e continua tendo) e um deles é o padre, do mesmo partido do prefeito que, aliás, havia mais de 20 anos reivindicava essa obra. A pavimentação da rua Floriano Peixoto, embora com qualidade e durabilidade duvidosa, contribui para amenizar a situação do tráfego de veículos e a segurança de pedestres. Porém, por outro lado, escanca-ra a inoperância dos vereadores, a falta de interesse e vontade ao logo dos últimos 20, de cobrar de forma contundente o prefeito para sua execução. Antes tarde do que nunca. Mas o povo não esquece todo esse tempo em que foi enrolado, enganado pelos discursos e blá-blá-blá dos políticos. A certeza da impunidade nas urnas em 2 de outubro, pode não ser tão certa assim.

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