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Editorial

A saúde ? Vai mal...Muito mal!!


Publicado em 12/11/2018 19:34


Paulo Alberti Filho Ainda não absorvi completamente a inusitada posição de 14 dos 19 vereadores que assinaram na terça-feira, 5, o requerimento para instalação de uma Comissão Especial de Inquérito para investigar possível “pedalada fiscal” ou mascaramento de balancetes, supostamente praticados pelo prefeito Fernão Dias (PT) nas contas da Prefeitura de dezembro de 2015 e janeiro de 2016. Segundo o requerimento, os atos supostamente ilícitos apontados no documento, teriam gerados déficit orçamentário de R$ 95 milhões e um déficit financeiro de R$ 88,5 milhões, que, se confirmados e comprovados podem enquadrar o prefeito em crime de responsabilidade fiscal. Na verdade os vereadores querem saber onde foi gasto o orçamento da Prefeitura e como ele foi manipulado. Até vereadores da base de apoio ao prefeito do PT aderiram. É obvio que todos os atos desse governo devem ser investigados desde que haja indício ou suspeita de qualquer irregularidade. Entendo o gesto desses 14 vereadores que subscreveram o requerimento da CEI, como uma cortina de fumaça para desviar o foco da lamentável situação da saúde pública em Bragança, muito mal administrada pela empresa ABBC, que consome cerca de R$50milhões do orçamento da Prefeitura deste ano. Com essa CEI, os vereadores Gislene Bueno (PRTB), Paulo Mario (PR) e Gabriel Gonçalves (DEM) e os demais 16 vereadores se esquivam da obrigação moral e funcional de investigar diretamente e profundamente a gestão da ABBC, que terceirizou e quarteirizou a saúde pública em Bragança. Em setembro de 2014, a vereadora Gislene Bueno apresentou o primeiro requerimento e não prosperou porque não obteve as sete adesões necessárias. Em julho de 2015, o vereador Paulo Mário ensaiou apresentar o mesmo requerimento para investigar a saúde, porém, quando estava prestes a obter a sétima assinatura, ele recuou e desistiu de apresentar. E o setor da saúde pública continua a mesma desgraça que está até hoje. Por ouro lado, pela omissão verificada nos últimos três anos, os 19 vereadores estão tão impopulares quanto o prefeito e, talvez por isso, devem uma satisfação ao povo. Acredita-se que essa CEI vai ocupá-los por 90 dias na esperança de pautar a mídia local até as vésperas da eleição. Mas essa CEI não impede os vereadores Gabriel Gonçalves, até então crítico e denunciante contumaz das mazelas da saúde e da ABBC, Gislene Bueno voraz crítica do mau atendimento, da falta de remédios e exames médicos e do edil Paulo Mário, que inexplicavelmente recuou da instalação de uma CEI da Saúde, apresentar um novo requerimento com as mesmas motivações dos anteriores não vingados. Agora a bancada oposicionista tem 10 vereadores, três a mais do quórum necessário para instalar a Comissão Especial de Inquérito da Saúde e darem uma satisfação mais que devida para a população bragantina. Não tem como o eleitorado não lembrar no dia 2 de outubro, dia da eleição, dessa omissão parlamentar, caso a CEI da Saúde não seja instalada rapidamente.

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