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Editorial

A mentira e o fato


Publicado em 12/11/2018 19:34


Paulo Alberti Filho O povo bragantino, assim como todos os brasileiros, é vítima do governo do PT que desgraçou a Nação. É aqui no município que sentimos os efeitos da política praticada pró-partido e não pró-cidade, pró-população adotada pelo Partido dos Trabalhadores. Galgado ao Poder Executivo Municipal com um discurso bolivariano e tom revolucionário, o prefeito Fernão Dias prometeu com a autoridade de Delegado de Polícia, fazer de Bragança a cidade mais segura do Estado de São Paulo; prometeu uma cidade bem cuidada, sem buracos e atendimento a Saúde de primeiro mundo, entre outras falácias. Há seis meses e 11 dias do fim do mandato o que temos? Bragança tem uma Guarda Municipal desaparelhada, sem armamento, com frotas de motos e viaturas sucateadas e efetivo fazendo das tripas coração para cumprir o máximo permitido pelos parcos recursos que dispõe. Próprios públicos abandonados, ruas intransitáveis, o mato crescendo e ruas escuras por toda parte, sinalização precária, etc. Como força auxiliar de segurança, a Guarda Municipal, apesar dos esforços de seus integrantes, não é a mesma de governos anteriores quando sua presença e ação na comunidade eram sentidas 24 horas por dia. Hoje ela está acanhada, encolhida, amarrada porque tem um comandante máximo [prefeito] que parece ter jogado a toalha. Nenhuma secretaria municipal subsiste com eficiência e produtividade quando, em três anos e meio, troca de secretário quatro vezes. Isso é má gestão que oferece uma sensação de insegurança coletiva. Obviamente não podemos jogar as questões de segurança em cima da Guarda e da incompetência do prefeito. O Estado também tem sua parte de responsabilidade. Sabemos que as polícias também sofrem pela falta de efetivos e aparelhamento. Efetivo insuficiente das Polícias Civil e Militar é reclamado desde quando comecei no jornalismo há 40 anos. Mas atualmente a situação é pior porque temos a impressão que não há estratégia de segurança pública em Bragança. Nas últimas semanas houve uma escalada de furtos e roubos a residências no centro da cidade, homicídios violentos e muitos outros casos que não aparecem nas estatísticas da Polícia, como os denunciados na Tribuna da Câmara na terça-feira, 17, envolvendo violência sexual contra crianças de todas as formas. No quesito segurança o prefeito não cumpriu o que prometeu, mas agilizou os interesses das empresas de monitoramento com contratos milionários, sugerindo que com isso os problemas de segurança pública estariam sanados ou controlados. A Saúde, no meu entendimento, é caso de polícia. O mau atendimento e a gestão terceirizada para a ABBC, revelou-se um fracasso e um ralo do desperdício do dinheiro público. A ABBC consome cerca de R$ 90 milhões do orçamento anual da Saúde e não responde às necessidades básicas de atendimento da população. Além de ter fechado o hospital Bom Jesus, denúncias pululam diariamente sobre falta de remédios, mau atendimento, falta de ambulâncias, médicos, dentistas, especialistas, equipamentos de exames e de diagnósticos quebrados ou ineficientes etc. Chega-se ao absurdo de agendar exames de ultrassom em hospitais de São Paulo. Para colaborar com o caos, temos uma Câmara de vereadores cúmplice da desgraça. Dois vereadores ameaçaram investigar a Saúde e a gestão da ABBC. Mas de repente, talvez por obra do espírito santo, os vereadores se calaram e não mais se falou em Comissão Especial de Inquérito. Os vereadores fazem discurso para iludir o eleitorado, mas na prática dão a impressão que estão protegendo a ABBC e a má gestão do prefeito. Bragança não está arruinada somente pela má gestão da Prefeitura. O grau de malefícios aumenta quando se tem uma Câmara Municipal com 19 vereadores, omissa e conivente com a situação. O PT enganou o povo bragantino para ganhar a eleição. Mentiu muito e 32.605 eleitores acreditaram. E, de fato, nada fez, a não ser semear o caos.

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