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Editorial

A arca da salvação


Publicado em 12/11/2018 19:34


Paulo Alberti Filho “Compreender para crer. Crer para compreender.” Essa é a frase mais famosa de Aurélio Agostinho, o bispo africano Agostinho de Hipoma, canonizado por aclamação, que empresta seu nome a duas importantes instituições em Bragança: o Palácio Santo Agostinho, sede da Prefeitura e o Hotel Santo Agostinho, que pertence a ordem religiosa do mesmo nome. E foi lá no hotel que aconteceu evento político suprapartidário mais importante deste ano até aqui, promovido pelo grupo Chedid, na segunda-feira, 4. Os líderes do DEM e do grupo Chedid, deputado Edmir Chedid e o ex-prefeito e pré-candidato a prefeito Jesus Chedid, anunciou e apresentou 14 partidos aliados e respectivos presidentes. Abriu ainda a possibilidade de agregar em breve mais duas fortes legendas. O grupo pode chegar às eleições municipais deste ano com 16 partidos agregados, o que representa mais de 50% dos partidos legalizados no país. Sem dúvida, uma força poderosa. Cerca de 700 pessoas entre pré-candidatos a vereador, a prefeito e convidados especiais compareceram para prestigiar o evento qualificado pelo deputado Edmir como o início da campanha eleitoral deste ano. O grupo Chedid está fora do poder executivo municipal desde 2005, período que foi ocupado pelo PSDB e PT. Nesse encontro testemunhei presenças de afetos e desafetos que transitaram pelos governos anti-Chedid (Jango- José Lima e Fernão Dias- José de Lima) em cargos de primeiro escalão e de confiança. Havia pessoas que até compartilharam fortemente do esquema do PT que venceu o DEM em 2012 e elegeu a desgraça que está aí no governo municipal. Havia até um advogado do delator da Lava Jato, Rodrigo Morales, tido e havido como um dos mais fortes doadores e patrocinadores da campanha do prefeito Fernão Dias (PT). O evento parecia uma arca de Nóe, sob o ponto de vista político partidário e eleitoral. Além dos fiéis seguidores do grupo estavam lá também aqueles que querem sobreviver politicamente, na intenção ou ilusão de se salvar de alguma coisa. Onde quer que se vá hoje em Bragança, a opinião é de que o grupo Chedid elegerá o futuro prefeito, seja ele Jesus Chedid ou quem for o candidato. Em resumo, o grupo Chedid mostrou sua força política em Bragança e região. Conquistar a Prefeitura e a maioria da Câmara em 2 de outubro é um desafio que poderá salvar Bragança e reconstruir a cidade que o prefeito do PT, Fernão Dias, a vice Huguette Theodoro (PTB), e seus cúmplices, o ex-prefeito José de Lima (PTB), os vereadores do PV, Marcus Valle, Rita Valle, Quique Brown, Noi Camilo e outros destruíram. Na verdade, a arca de Noé simbolizada pela presença no evento de todas as estirpes políticas e ideológicas pré e pós eleição de 2012, pode representar também a arca da salvação para eles e para Bragança. Como disse Santo Agostinho, “É preciso compreender para crer”.

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