º,

Dólar: R$ 5.1787

Editorial

30 ANOS DE OPINIÃO


Publicado em 12/11/2018 19:34


Disse um dia o ativista e líder negro Martin Luther King que “para se criar inimigos  não é necessário declarar guerra, basta  dizer o que pensa.” Esse é o preço que todo jornal e jornalista sérios e independentes pagam ao exercer seu ofício  com o objetivo comum de defender o bem público, a democracia, os direitos individuais do cidadão e levar a notícia do fato  tal como ocorreu. Assim tem sido o dia-dia da Gazeta Bragantina e dos jornalistas que compõem ou compuseram seu quadro de profissionais ao longo dos 30 anos de atividades completados ontem, 17 de abril. De 17 de abril de 1986 a 2015, Bragança Paulista foi governada por 5 prefeitos em 8 mandatos: de 1982 a 1988, por José de Lima; de 1989 a 1992, por Nicola Cortez; de 1993 a 1996, por Jesus Chedid; de 1997 a 2000 novamente José de Lima; de 2001 a 2004, Jesus Chedid; de 2005 a 2008 João Afonso Sólis (Jango); de 2009 a 2012, novamente Jango e, desde 2013, o que está aí, Delegado Fernão Dias da Silva Leme. A Gazeta Bragantina sempre pautou pela intransigente defesa de seus propósitos acentuados no início deste editorial. Todos os prefeitos antes, durante ou depois dos respectivos mandatos processaram  judicialmente o jornal e o jornalista responsável, quando não concordaram com as opiniões ou com o tratamento dado aos fatos públicos narrados e fotografados nas reportagens ou editoriais onde figuram como protagonistas públicos.  Procedimento comum na imprensa brasileira que abrange desde os pequenos jornais  até as publicações gigantes como  revistas Veja, Isto É, Época, jornais Estadão, Folha de S.Paulo, etc. É o livre exercício da liberdade de expressão sempre pautado pela impessoalidade. Quando o jornal extrapola, (não vai aqui  apologia ao exagero), e as vezes é necessário ser mais contundente para que surtam os efeitos benéficos  à população, a discordância do poder pelo que o jornal publica, deve ser manifestada por meio dos instrumentos que a legislação disponibiliza, como direito de resposta, explicações, e até mesmo processos judiciais. Isso é normal num estado democrático de direito. Fora disso, o Poder reage ditatorialmente. Como reage o PT e seus seguidores cegos pelo lulismo, dilmismo  e por uma utopia autoritária baseada  nos regimes vigentes em  Cuba, Bolívia, Venezuela e Rússia, por exemplo. E o resultado desse comportamento é a truculência, é o desgoverno, a corrupção, o aparelhamento do Estado e o tráfico de influência que está acabando com o governo federal e com muitas cidades brasileiras. Bragança Paulista não é exceção. Governada pelo PT, a cidade afunda na desgraça. Está abandonada. A Prefeitura está sem dinheiro porque é perdulária e mal administrada. Não há gestão pública, não tem gestor. O quadro de servidores está inchado, setores essenciais como a Saúde e manutenção estão terceirizados com resultados pífios. Falta competência administrativa e política. Falta governo, falta gestão e sobra soberba. No terceiro ano de mandato a atual administração empacou no coleguismo de nomeações, a maioria despreparada para exercer a função pública com características que uma Prefeitura do porte da de Bragança exige. A situação piora quando o Poder Legislativo é subserviente ao Executivo. E quando nem Executivo e nem Legislativo governam sob a égide da Lei nas questões mais complicadas, que ferem o interesse do município e o direito dos cidadãos, há intervenção do Ministério Público. Nenhum governo municipal, nenhum prefeito, sofreu tantas intervenções do Poder Judiciário como o atual governo. O governo de Bragança parece estar terceirizado; uma parte para empresas privadas outra para o Ministério Público. A Gazeta Bragantina chega a edição número 2.942 fazendo o que faz hoje. São 30 anos, levando a notícia do fato, a opinião impessoal sobre fatos e governo, agradando ou desagradando quem quer que seja. Uma coisa é certa, ninguém pode mudar a história real que já foi escrita, desenhada e assinada, quer seja sob a ótica da crítica construtiva, de alertas ou de denúncias que protegem o patrimônio público em todos os seus aspectos. A Gazeta Bragantina não constrói a história da cidade, nem de políticos e governantes, apenas a registra. Chegamos aos 30 anos com a consciência tranquila e límpida de que o nosso dever, alicerçado no que propusemos a partir de 17 de abril de 1986, está sendo cumprido! E assim desejo que continue sendo para os próximos 30 anos!

Voltar