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LIBERDADE

A população carcerária brasileira chegou a 726.712 em junho de 2016, segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN). Isso colocou o Brasil em terceiro lugar entre os países com maior número de pessoas presas. O Brasil só tinha menos presos que os Estados Unidos (2.145.100) e a China (1.649.804).

Mais da metade dessa população era de jovens de 18 a 29 anos e  64% eram negros.  Desses presos, 95% eram homens e 5% mulheres.  Esses detentos estavam cumprindo suas penas em cerca de 900 estabelecimentos penais espalhados pelo Brasil e cerca de 40% eram presos provisórios.

Segundo o DEPEN o número de presos aumentou consideravelmente nas duas últimas décadas. Dados mostram que em 1995 eram 148.760 mil presos no país; em junho de 2007 havia 419.551 mil detidos em penitenciárias e delegacias e em dezembro de 2014 eram de 622.202 presos.  

 Entre os detentos há todo tipo de pessoas. Há aqueles que, criados em meio ao crime continuaram seguindo a “carreira” que lhes foi apresentada. Há também, aqueles que num momento de desespero, ou de oportunidade fortuita, cometeram algum delito. Há traficantes eventuais e os profissionais; o assassino frio e o homicida ocasional e/ou acidental; gente de baixo poder aquisitivo e gente das “altas rodas”, além de políticos que se envolveram com o crime. São pessoas que cometeram um ou mais atos condenáveis e que, dessa forma, são punidas com a prisão.

Até pouco tempo atrás, prisão trazia a idéia de clausura, mantendo em recinto fechado, isolado da sociedade, aquele que cometeu algum crime. Hoje, entretanto, as prisões mudaram. Algumas, como a de Bragança Paulista, tentam através de convênios, recuperar os presos com atividades de cunho profissional, que permitem a redução da pena e um pequeno ganho mensal. Isso proporciona ao detento a possibilidade de preparar-se para o retorno ao convívio social.

Seja como for, prisão é sempre prisão, já que a pessoa não tem a liberdade de ir e vir, nem a condição de pessoa livre, gozando de seus direitos civis, políticos e religiosos. Se bem que o direito religioso ainda é mantido em nossas prisões e é dessa forma que alguns, mesmo presos, sentem-se livres. É o caso daqueles que estando presos fisicamente tiveram suas almas resgatadas por Cristo Jesus. Esses são livres.

O Senhor Jesus Cristo disse certa vez “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará... em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é prisioneiro do pecado... mas se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” – Evangelho de João 8:32 a 36. Assim, podemos entender que, independente de crimes de ordem social passíveis de punição, todo ser humano que não conheça Cristo Jesus como seu Senhor e Salvador, e ande conforme sua própria vontade é prisioneiro do pecado.  

O pecador, prisioneiro do pecado, precisa saber que somente aqueles que têm compromisso com Cristo, e as verdades apresentadas na Bíblia, conhecem a verdadeira liberdade, pois “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou”, e Ele mesmo disse “eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. – Carta aos Gálatas 5:1 e Evangelho de João 10:10.

 

Rogério Machado é jornalista e pastor da Igreja Batista Boas Novas - Cd Planejada 2. prrogeriomachado@yahoo.com.brwww.boasnovasigrejabatista.com

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