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Halloween e a Reforma Protestante

Na próxima quarta-feira, 31, serão comemoradas a “Festa do Halloween” (Dia das Bruxas) e o “Dia da Reforma Protestante”. De um lado estão àqueles que desconhecem os ensinamentos bíblicos e brincam com aparência do mal. Do outro, àqueles que creem na Bíblia como única regra de fé e prática. A história conta que “Halloween” origina-se nos antigos festivais de outono dos Celtas. Essa festa introduzia a estação das trevas e o dia 31 seria o último dia para se recolher qualquer colheita. Nesse dia, o portal que separa os mortos dos vivos se abria e os mortos passavam a ter contato com os vivos. Para que as lavouras não fossem prejudicadas pelos espíritos dos mortos, era necessário fazer-lhes oferendas. Isso se transformou “na brincadeira” de nossos onde as crianças dizem: guloseimas ou travessuras?... indicando que se não ganharem guloseimas (oferendas) farão travessuras (coisas ruins). O Halloween foi introduzido nos Estados Unidos pelos Irlandeses e daí passou a outros países através das escolas de língua inglesa. Hoje, no Brasil, até escolas públicas incluíram a comemoração em seus calendários. Já a “Reforma Protestante” é comemorada em 31 de outubro porque foi nesse dia, há 490 anos, que eclodiu o incidente que provocaria o rompimento entre Martinho Lutero, um Monge Agostiniano, e a Igreja Católica Romana. O incidente girou em torno do episódio conhecido como a venda de indulgências (perdão dos pecados), a todos os fiéis que contribuíssem financeiramente para a reconstrução da Basílica de São Pedro. Assim, em 31 de outubro de 1517, Lutero afixou na porta da Igreja de Wittenberg um manifesto público (95 teses), em que protestava contra a atitude do Papa Leão X e expunha os elementos de sua doutrina. Iniciava-se, então, uma longa discussão entre Lutero e as autoridades eclesiásticas, culminando com sua excomunhão pelo Papa, em 1520. Em síntese, Martinho Lutero enfatizava que a Bíblia é inspirada por Deus, sendo a única regra de fé e prática do cristianismo. Sua leitura e interpretação deve¬riam ser feitas por todos os cristãos, independente da “ação e interpretação” da Igreja Católica Romana. Lutero enfatizava também que a salvação do ser humano é realizada somente pela graça de Cristo Jesus, mediante a fé pessoal, independente de obras “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” – Epístola de Paulo aos Efésios 2:8 e 9. Sobre Igreja, proclamava a criação de igrejas nacionais autônomas sem a tutela de um “governo central”. O trabalho religioso poderia ser feito por pessoas casadas e não somente por aqueles que foram obrigados ao celibato sacerdotal. O idioma das cerimônias deveria ser aquele de cada nação e não somente o latim, idioma oficial das cerimônias católicas. A “Reforma” representou um dos movimentos históricos fundamentais que marcaram o início dos tempos modernos. Isso porque o homem do sécu¬lo XVI refletia, no plano da religião, todo o seu descontentamento às condições de vida material, político-social e econômico. Por fim, vale lembrar que por mais que pareça uma brincadeira o “Dia das Bruxas” tem uma relação religiosa que envolve os “espíritos dos mortos”. Já a o “Dia da Reforma Protestante” nos lembra que a Bíblia, como regra de fé e prática, está ao nosso alcance para nos ensinar a verdade. Verdade essa que liberta o ser humano de todo o mal e conduz a Deus, pois está escrito: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” – Evangelho de João 8:32.

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