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Liberdade

*Rogério Machado A população carcerária brasileira chegou a 726.712 em junho de 2016. Em dezembro de 2014, era de 622.202. Cerca de 40% são presos provisórios, ou seja, ainda não possuem condenação judicial. Mais da metade dessa população é de jovens de 18 a 29 anos e 64% são negros. Desses presos, 95% são homens e 5% mulheres. Esses detentos estão cumprindo suas penas em cerca de 900 estabelecimentos penais espalhados pelo Brasil, num déficit aproximado de 68.000 vagas. Entre os detentos há todo tipo de pessoas. Há aqueles que, criados em meio ao crime, não viram outra opção senão continuar seguindo a “carreira” que lhes foi apresentada. Há também, aqueles que num momento de desespero ou de oportunidade fortuita, cometeram algum delito. Há traficantes eventuais e os profissionais; o assassino frio e o homicida ocasional e/ou acidental. Gente de baixo poder aquisitivo e gente das “altas rodas”, incluindo-se políticos. São pessoas que cometeram um ato condenável e que, dessa forma, são “castigadas” com a prisão. Até pouco tempo atrás, prisão trazia a idéia de clausura, mantendo em recinto fechado, isolado da sociedade, aquele que cometeu algum crime. Hoje, entretanto, as prisões mudaram. Algumas tentam através da APAC (Associação de Proteção e Assistência Carcerária) e/ou outros convênios, recuperar os presos com atividades de cunho profissional, que permitem a redução da pena e um pequeno ganho mensal. Isso proporciona ao detento a possibilidade de “preparar-se” para o retorno ao convívio social. Seja como for, prisão é sempre prisão, já que a pessoa não têm a liberdade plena nem a condição de homem livre, gozando de seus direitos civis, políticos e religiosos. Se bem que o direito religioso ainda é mantido em nossas prisões e é dessa forma que alguns, mesmo presos, sentem-se livres. É o caso daqueles que estando presos fisicamente tiveram suas almas resgatadas por Cristo Jesus. Esses são livres. O Senhor Jesus Cristo disse certa vez “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará... em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo (prisioneiro) do pecado... mas se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres... ” – Evangelho do Apóstolo João 8:32 a 36. Assim, podemos entender que, independente de crimes de ordem social passíveis de punição, todo ser humano que não conheça Cristo Jesus como seu Senhor e Salvador e ande conforme sua própria vontade é prisioneiro do pecado. Se o pecador é prisioneiro do pecado, é necessário saber que somente aqueles que têm compromisso com Cristo e as verdades apresentadas na Bíblia conhecem a verdadeira liberdade, pois “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou” – Carta do Apóstolo Paulo aos Gálatas 5:1 * Rogério Machado é jornalista, conselheiro  e educador cristão; pastor da Igreja Batista Boas Novas - Cd Planejada II - prrogeriomachado@yahoo.com.br 

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