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Novo governo velhos problemas

Novo governo velhos problemas

O novo governador João Dória tem um desafio no setor de segurança pública, resolver a falta de efetivo e material que assola as delegacias da Polícia Civil. Em Bragança se cobram resultados, porém o número de policiais para a demanda de crimes que registrados é insuficiente. Isso, falando-se apenas dos distritos que atendem a cidade. Para as especializadas DIG e DISE, o problema é ainda maior, já que são poucos policiais para atender à demanda criminal das 17 cidades da área da Seccional. A DISE, por exemplo, conta apenas com 3 investigadores e um chefe de investigação. A DIG possui 6 investigadores, porém um ou outro sempre tem férias a cumprir. Mesmo que o efetivo não fosse pequeno, os policiais têm que dividir o trabalho de campo com o burocrático que, dependendo do caso, leva um dia todo e gera “atraso” em outras investigações. Essa é a herança deixada por Alckmin, e que agora é o abacaxi que deverá ser descascado por Dória.

Era de Ouro - Bons tempos em que as especializadas da Seccional tinham contingente de policiais para atender as demandas criminais, que na época nem eram tantas como hoje em dia. Em pesquisas, descobri que a DIG, por exemplo, chegou a ter 17 policiais, porém com aposentadorias e falecimentos as vagas não foram repostas e a especializada se reduz a um número pífio de investigadores. A DISE também chegou a ter mais de 12 e hoje, jogada em um prédio sem acessibilidade nenhuma, tem apenas 3. Isso prova que alguma importância ficou pelo caminho...

Baixo efetivo e alta produção - Mesmo com um efetivo irrisório, as especializadas não deixam a desejar e realizam suas funções com maestria. Sob o comando dos delegados Dr. José Glauco Silveira Lobo Ferreira (DIG) e Wagner Luiz Lioi Modesto (DISE), tem “infernizado” a vida dos marginais que agem na cidade e região. A DIG tem resolvido homicídios, roubos e tantos outros casos que recebe, em tempo recorde. Já a DISE, com operações constantes, tem mostrado aos traficantes que não está para brincadeira. Em raciocínio lógico, se as especializadas estivessem com efetivo suficiente para a demanda, esse número poderia triplicar. 

Comando positivo - O GCM Alexsandro Olegário da Silva retornou a chefia de segurança e devolveu o bastão da secretaria de Segurança e Defesa Civil para o experiente e competente Tenente Dorival Francisco Bertin. Funcionário de carreira, Olegário deixa o comando da secretaria com uma tropa unida, eficiente e acima de tudo combatente em relação à criminalidade que assola a cidade. Sob seu comando, a tropa realizou inúmeros flagrantes em quase todas as modalidades criminosas, prestou apoio em quase todas as operações da Polícia Civil, através da DIG, DISE e CPJ, da PM, além dos diversos bloqueios de trânsito em bairros da cidade.

Comando positivo II - Com esse saldo positivo o Tenente Bertin reassumiu o comando da GCM e com a missão de mantê-lo e até melhorá-lo. E pela toada, é exatamente isso que irá acontecer. Dois dias após o retorno do Secretário, a tropa da GCM matou Ailton Luan Toledo dos Santos, bandido procurado por homicídio, tráfico de drogas e tentativa de homicídio de um GCM. Após a ação, os guardas continuaram dando ‘pauladas’ no crime, provando que as ações de combate à criminalidade não vão cessar. Agora com sua experiência e com a tropa entrosada, compromissada e motivada, o novo comandante tem tudo para trilhar o sucesso, que sempre teve, comandando a GCM.

Folga flagrante - Em um inconformismo claro com a excelente atuação da GCM, o vereador Cláudio Moreno expôs, em um discurso maçante em suas redes sociais, que irá pedir ao prefeito alteração na Lei 4291 de 26 de dezembro de 2011, que institui o regulamento e o regime disciplinar da Guarda Civil Municipal e cria, no artigo 68, o direito a folga flagrante, ou seja, o GCM que efetuar prisão em flagrante, menos por pensão alimentícia, terá direito a requerer folga. Porém, a recompensa, tem normas e elas estão claras nos quatro incisos do artigo que impõem regras para o benefício. A alegação do edil é que a folga flagrante tem prejudicado o efetivo da GCM e que o acúmulo de pedidos se estendem desde o final do ano. Porém, o vereador não se atentou para o parágrafo único do artigo 68 que diz: “O pedido de folga flagrante será deferido pelo Comandante, desde que não haja prejuízo ao serviço.” A partir desse princípio, fica claro que a decisão, mesmo prevista em lei, está nas mãos do Comandante, que não irá prejudicar a tropa e muito menos a cidade.

Não é apenas o flagrante - Se antes de cravar que irá pedir o fim da folga flagrante o vereador tivesse o bom senso de ouvir os GCMs que saem às ruas e prendem marginais, saberia que a “cana” não termina com a confecção do Boletim de Ocorrência. Após isso tem a fase judicial que inclui longos depoimentos ao juízo. Essas intimações caem em dias de trabalho, em dias de folga e não pode ser ignoradas pelo GCM, que têm a obrigação com a verdade, com a justiça e, acima de tudo, com a população bragantina. Portanto, nada mais justo o benefício aplicado pela lei aos nobres GCMs que vem desempenhando suas funções com maestria.  Ao senhor vereador, a sugestão de que se preocupe em fiscalizar o próprio público e legisle a favor da população. Tirar benefícios dos GCMs não irá beneficiar em nada a sociedade em todos os seus segmentos.

 

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