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Inovar, cooperar e crescer

Os verbos mais relevantes

neste século XXI são inovar,

criar, empreender, colaborar

e dialogar. Quem permane-

ceu à espera de que tudo

continuasse a acontecer do

jeito que acontecia há algu-

mas décadas se assustou

com os avanços da ciência e

da tecnologia. Nem a fi cção

científi ca poderia ousar tanto!

O mundo é outro e ainda não

mostrou tudo aquilo que acon-

tecerá nos próximos anos. Só

se sabe que a vida não será

como hoje. E não se pode

prever como é que ela será.

O fim do emprego e a

necessidade de sobreviver

incita a juventude inquieta

e antenada na tecnologia a

inovar. O mundo empresarial

precisa se abrir para a nova

realidade. Empresas estáveis

e aparentemente seguras não

costumam ouvir os jovens

sonhadores que pretendem

transformar a face da Terra.

Por sua vez, as startups não

têm capital para investimento

no sonho. Só que se ambas se

derem as mãos, muita coisa

boa poderá acontecer. E já

está acontecendo. Infelizmen-

te, mais no restante do planeta

do que no Brasil.

Um dos exemplos é a

gigante industrial Siemens,

que investe quatro bilhões de

dólares anuais em pesquisa e

desenvolvimento e a Ayasdi,

empresa inovadora de apren-

dizagem automática. Esta

pequena empresa ganhou o

Prêmio Pioneiro Tecnológico

do Fórum Econômico Mundial.

Sua missão é fornecer à Sie-

mens soluções para desafi os

complexos ao extrair ideias de

vastas quantidades de dados.

Não é simples estabelecer

uma colaboração como essa.

Exige-se signifi cativo investi-

mento de ambas as partes,

até se adote uma estratégia

firme, busca de parceiros

apropriados, estabelecimento

dos canais de comunicação,alinhamento de processos e

oferta de respostas fl exíveis

às novas condições, tanto

dentro como fora da parceria.

O Brasil ainda engatinha

em projetos como esse. La-

mentavelmente, a indústria

brasileira como um todo não

se preparou e está sucateada

ante a profunda mutação oca-

sionada pela 4a Revolução

Industrial. Daí a urgência de

recrutar a juventude que já

nasceu com circuitaria neu-

ronal digital e tentar superar

o fosso – hoje aparentemente

intransponível – entre o que

a sociedade contemporânea

exige e aquilo que a inércia

pode oferecer.

Talvez o Brasil surpreenda

ao ofertar respostas viáveis

no estabelecimento de ca-

nais de desenvolvimento de

empatia, de compreensão,

de aproximação entre setores

desacostumados dessa ur-

gente precisão de construção

de pontes e de demolição de

muralhas e preconceitos. É a

esperança de dias melhores

para a triste Nação, imersa

na indefi nição e sem bússola

confi ável que permita encarar

com esperança os tempos

que virão.

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