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COLUNA DA GAZETA

                

CAVALEIROS DO APOCALIPSE

O apóstolo João, na sua terceira visão profética no livro bíblico da Revelação ou Apocalipse, descreveu os quatro cavaleiros do apocalipse como sendo a Peste, a Guerra, a Fome e a Morte. Essa profecia persegue a humanidade desde então e não raramente se confunde com o mundo político.

Parafraseando o personagem bíblico, transpondo para a realidade bragantina dos últimos 10 anos, pelo menos, Bragança Paulista foi além da Bíblia. Poderíamos mencionar que atualmente são cinco os cavaleiros do apocalipse. Se incluir dois ex-prefeitos recentes, serão sete. Mas vou me ater aos cinco vereadores que votaram contra a aprovação do empréstimo de R$ 20 milhões que o prefeito Jesus Chedid pleiteia junto à Caixa Econômica Federal.

Não tem cabimento, à luz da razão e do bom senso, diante de um município depauperado, vilipendiado nas finanças herdado dos governos do PSDB e do PT, pela atual administração, que os vereadores da oposição, Marcus Valle (PV), Moufid (PODEMOS), João Carlos Carvalho (PSDB), Quiqui Brow (PV) e o neófito Basilio Zechini (PSB), se oponham aprovar recursos financeiros para recuperar o caos produzido com suas cumplicidades, direta ou indiretamente. Óbvio que temos que respeitar o direito de opinião. Porém os cinco cavaleiros do apocalipse tem dupla responsabilidade nesta questão. Uma por serem vereadores cujas responsabilidades extrapolam a do cidadão comum porque tem o dever de contribuir para que Bragança saia do caos; outra porque foram cumplices da desgraça administrativa. Lamentavelmente esses cinco vereadores, aparentemente neste caso, colocam seus interesses político-partidários acima dos interesses da população ao negar recursos para que Bragança reconquiste seu patamar histórico de governabilidade, recupere sua capacidade de investimento e retome o desenvolvimento em todos os setores.

A administração do prefeito Jesus Chedid, em 29 dos 48 meses de mandato, apesar de herdar mais de R$ 100milhões em dividas do governo do PT, já conseguiu milagres com a ajuda do santo Edmir Chedid que carreou mais de R$ 8milhões de verbas e outros benefícios por meio de sua influência política junto a parlamentares federais, ao governo federal e ao governador João Dória. Mas só isso não basta para reconstruir a Bragança destruída pelos governos do PSDB e PT nos últimos 10 anos. Com sua notória capacidade administrativa e liderança, Jesus se cercou de secretários-chaves para reorganizar as finanças, recompor a frota municipal irresponsavelmente sucateadas pelo seu antecessor e reabilitar o crédito da Prefeitura junto aos fornecedores, ao governo e as instituições financeiras. Além disso, a revitalização de escolas, postos de saúde ruas e avenidas, organização do atendimento à saúde e assistência social caminham aceleradamente para recompor a qualidade de vida que o Poder Executivo pode proporcionar à população. Infelizmente, não podemos dizer a mesma coisa da Câmara Municipal, porque os cinco cavaleiros do apocalipse, que apostam no quanto pior melhor, olhando para as eleições de 2020, questionam o inquestionável para produzir palanque. São cinco franguinhos de jacá, travessas notas de 18, que não produzem para a população o que deveriam e, o pior, carregam na cangaia a agravante de cumplicidade ao caos. Deveriam fazer mea-culpa e, humildemente, dar a mão à palmatória, se desculparem perante a população pela contribuição ao mal que se revela a cada enxadada do Tribunal de Contas nas análises das contas dos governos que apoiaram.

Independentemente de ser oposição ou situação, os vereadores tem o dever de zelar pelo município e contribuir para seu desenvolvimento e saneamento. Não podem, principalmente os cinco cavaleiros do apocalipse, Marcus Valle, Moufid, Quiqui Brow, Basílio e João Carlos Carvalho, diante da grandiosidade e importância desse projeto de empréstimo de R$ 20milhoes, ficarem na dúvida se votariam pela manutenção do caos ou pela recuperação sadia do município Ao votarem contra, optaram pela manutenção do caos que ajudaram construir. Mas ainda dá tempo de consertar a perfídia ao povo bragantino, porque o projeto será votado em segunda discussão na próxima terça-feira.

 

GESTÕES PERDULÁRIAS

O bairro Jardim São Migue, formado por um loteamento em meio a pedreiras, sofre com uma topografia de montanha imprópria para obras de infraestrutura. É uma herança de governos municipais perdulários do passado que transformaram a Prefeitura numa mega imobiliária. “Imobiliária Municipal” que foi lacrada a partir de 2017 pelo prefeito Jesus. A consequência da irresponsabilidade de aprovar loteamento sem a necessária infraestrutura urbana e social se reflete acentuadamente agora.

Por exemplo, o terreno (uma pedreira) que o ex-prefeito Jango (PSDB) desapropriou para construir a creche do Jardim São Miguel, pertencia a empresa Zampa Agro Pecuária Sociedade Ltda., que o adquiriu por R$ 120 mil. Posteriormente a área foi desmembrada gerando duas matrículas e ambas foram adquiridas pelo ex-prefeito Jango em 2010, por meio do Decreto 743/09, pelo valor R$ 794,5 mil. A valorização do imóvel em favor do vendedor foi de 670% em apenas um ano.

Em 2011 foi firmado convênio com o Governo Federal no valor de R$ 2.038.885,39. A licitação foi encerrada em 2012 e a ordem de serviço emitida em junho do mesmo ano, com término previsto para junho de 2014. O perdularismo se acentuou no governo Fernão Dias (do PT), porque a verba destinada para construir a creche teria sido utilizada só para quebrar pedras. Sucessivos aditamentos foram suficientes para executar parte do projeto e agora, a administração do prefeito Jesus, tem que concluir a obra com recursos próprios de R$ 1,8milhão, para não ter que devolver ao governo federal os mais de R$ 2milhões liberados em 2011. E essa gente do PT e PSDB ainda fala em eleições de 2020. Pelo amor de Deus !!!!

 

REFLEXÃO: SALMOS 110:1-7

 

1 O Senhor disse ao meu Senhor:
"Senta-te à minha direita
até que eu faça dos teus inimigos
um estrado para os teus pés".

2 O Senhor estenderá
o cetro de teu poder desde Sião,
e dominarás sobre os teus inimigos!

3 Quando convocares as tuas tropas,
o teu povo se apresentará voluntariamente.
Trajando vestes santas,
desde o romper da alvorada
os teus jovens virão como o orvalho.

4 O Senhor jurou e não se arrependerá:
"Tu és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedeque".

5 O Senhor está à tua direita;
ele esmagará reis no dia da sua ira.

6 Julgará as nações, amontoando os mortos
e esmagando governantes
em toda a extensão da terra.

7 No caminho beberá de um ribeiro,
e então erguerá a cabeça.

 

 

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