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COLUNA DA GAZETA

 

 

 

MOBILIDADE URBANA

O tema mobilidade urbana é o desafio da administração pública do planeta. Nas cidades como Bragança, onde o desenvolvimento desordenado acelerou entre 2006 e 2016, a situação beira a precariedade. Os órgãos públicos, principalmente a Prefeitura, que nesse período aprovou projetos de condomínios residenciais e loteamentos sem se preocupar com a infraestrutura de mobilidade, são os principais responsáveis pela situação que a atual administração municipal enfrenta hoje.

O impacto também atinge as rodovias ramificadas no entorno da cidade, como a Capítão Bardoino (acesso a Socorro e Circuito das Águas) e  Alkindar Monteiro Junqueira (acesso a Itatiba/Jundiaí/Campinas). O alto índice de acidentes verificado nessas estradas, envolvendo motocicletas, carros e pedestres, tem preocupado prefeitos, vereadores e a população.

PASSARELAS

Na quinta feira,9, o deputado Edmir Chedid (DEM) anunciou que o governo do Estado vai construir duas passarelas para pedestres na Capitão Bardoino e uma na Alkindar Junqueira nos trechos de maior densidade habitacional.

Acredito que desde o primeiro mandato do deputado (que já cumpre o sétimo consecutivo) essa reivindicação repousava nas gavetas da Secretaria de Transportes e do DER. Com a mudança de governo, embora Dória seja também do PSDB, porém com outra ótica político-administrativa, bem diferente do que a do arcaico Geraldo Alckimin, o deputado Edmir avança na liberação de suas proposituras engavetadas pelos governos tucanos anteriores, ao longo do tempo.   

É uma boa noticia porque, além de beneficiar a segurança da população, essas passarelas também possam ser o prenuncio de que muitas outras reivindicações do deputado Edmir, que beneficiam mais de 18 cidades da região igualmente engavetadas, comecem a prosperar. 

DUPLICAÇÃO

Rodovias que ligam as cidades Bragança-Socorro e Bragança-Itatiba. Ambas vão ganhar passarelas para pedestres locais com maior concentração de pessoas. Já é um começo, mas agora aguarda-se, principalmente, a duplicação das duas estradas, que anualmente ajudam a aumentar as estatísticas de mortes por acidentes e atropelamentos.

APERTADO

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do ano que vem deu entrada na Câmara e passa pelas comissões permanentes da Casa de Leis. Antes de ir a plenário precisa passar por duas audiências públicas, com direito a prazo para apresentação de emendas, inclusive as populares. Pelo contido no texto elaborado pelo Executivo, notou que o cenário para o último ano do atual governo será tão ou mais apertado que o atual. Boa parte da previsão de investimentos depende de recursos estaduais ou federais.

SEM BARULHO

A Prefeitura aprovou na Câmara, com celeridade, projeto que concedeu reajuste aos servidores municipais. Este ano não deu espaço para discussões com o sindicato da categoria, que pleiteava 8%. A proposta aprovada pelos vereadores em duas sessões extraordinárias foi de um reajuste de 4,58% e mais R$ 22,90 acrescidos aos R$ 500 do vale alimentação.

EXALTADOS

Os cidadãos que assistem as sessões legislativas em Bragança, presencialmente ou pela TV Câmara, não se espantem se a partir de agora os ânimos ficarem mais exaltados entre os vereadores. Com a aproximação das eleições, das quais a maioria certamente tentará a reeleição, a tendência é o recrudescimento das relações, mesmo entre aqueles que rezam pela mesma cartilha. Tudo em nome do voto.

SILÊNCIO

A falta de notícias sobre como a oposição se organiza para disputar o Palácio Santo Agostinho em 2020 não significa que não esteja se organizando. Ao contrário, há rumores por toda a parte de que existem nomes que estão sendo trabalhados. Onde isso vai dar ainda é cedo para saber, mas Bragança com certeza terá, no mínimo, quatro candidatos a prefeito. Sem contar os ‘nanicos’.

JANGO (I)

O ex-prefeito Jango, que há alguns meses faz ‘boquinha’ com polpudo salário na Prefeitura de Mairiporã, coleciona, desde o dia 4 de abril último, mais uma reprovação da época em que era prefeito. Decisão do Tribunal de Contas apontou irregularidade na licitação que contratou empresa especializada em infraestrutura urbana, para recapeamento asfáltico em diversas ruas da cidade. O contrato firmado foi no valor de R$ 3,2 milhões.

JANGO (II)

Segundo a decisão do relator Valdenir Antônio Polizeli e do presidente Dimas Ramalho, as infrações reúnem licitação, concorrência, contrato, orçamento e projeto básico defasados, excessivas prorrogações contratuais, ausência de planejamento adequado, celebração de termo aditivo após o término final do contrato, período sem cobertura contratual, inexecução parcial, encerramento do ajuste sem instrumento adequado. Ou seja, o prefeito Jango não economizou nas irregularidades, foi de A à Z.

JANGO (III)

A única satisfação que Jango pode ter nessa história, é que seu sucessor, Fernão Dias, também está no processo e igualmente encrencado. Ambos receberam multas individuais, equivalentes a 200 (Ufesps), coisa de R$ 5 mil reais a cada um, que devem ser recolhidas ao Fundo Especial de Despesa do Tribunal de Contas do Estado. Se ambos, decorrido o prazo recursal não efetuarem os recolhimentos determinados, terão os nomes inscritos na dívida ativa para posterior cobrança judicial.

 

REFLEXÃO: Salmos  3-1:8

1 Senhor, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim.

2 Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus. (Selá.)

3 Porém tu, Senhor, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça.

4 Com a minha voz clamei ao Senhor, e ouviu-me desde o seu santo monte. (Selá.)

5 Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou.

6 Não temerei dez milhares de pessoas que se puseram contra mim e me cercam.

7 Levanta-te, Senhor; salva-me, Deus meu; pois feriste a todos os meus inimigos nos queixos; quebraste os dentes aos ímpios.

8 A salvação vem do Senhor; sobre o teu povo seja a tua bênção. (Selá.)

 

 

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